O aumento da presença de morcegos em áreas urbanas é um fenômeno crescente, impulsionado pela expansão das cidades e pela facilidade de abrigo e alimento nesses ambientes. Embora esses animais sejam vitais para o ecossistema, o risco de raiva é real e exige atenção imediata. E é sobre isso que o Vitrine Revista conversa com o médico veterinário Gabriel Valadares.
A raiva é uma doença grave causada por vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que afeta mamíferos, incluindo seres humanos. Ela provoca inflamação no cérebro e, se não tratada a tempo, quase sempre leva à morte.
A doença é de extrema importância para a saúde pública, devido à sua letalidade de aproximadamente 100%, à possibilidade de eliminação do ciclo urbano (transmitido por cães e gatos) e à existência de medidas eficientes de prevenção, como vacinação humana e animal, soro antirrábico, e bloqueios de foco.
Entre os principais sintomas estão:
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Espasmos musculares da laringe, faringe e língua ao ingerir líquidos, provocando salivação intensa (sialorreia) e dificuldade ou dor ao engolir (hidrofobia).
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Evolução para paralisia, com alterações cardiorrespiratórias, retenção urinária e obstipação intestinal.
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Dificuldade para engolir alimentos ou líquidos (disfagia).
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Medo intenso ou aversão a correntes de ar (aerofobia).
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Sensibilidade exagerada a sons (hiperacusia) e à luz.
Esses sinais exigem atenção imediata, e qualquer suspeita de contato com animais infectados deve ser tratada rapidamente em serviços de saúde.