O Maio Verde refere-se a um dos movimentos de saúde mais importantes do Brasil: a conscientização sobre a Doença Celíaca. E a pergunta que fica é: você conhece os sinais da doença? É sobre esse tema que a psicóloga clínica Cíntia Braçaroto, a nutricionista Sandra da Silva e a artesã Isabel de Souza discutem no Vitrine Revista de hoje.
A Doença Celíaca é uma doença autoimune e sistêmica, o que significa que não afeta apenas o intestino, mas pode provocar reações e inflamações em diversas partes do organismo, incluindo tireoide, fígado, pâncreas e até o sistema neurológico. A doença compromete diretamente a absorção de nutrientes no intestino, causando carências importantes de vitaminas, como as do complexo B, e minerais, como o ferro.
Como a reação é sistêmica, os sintomas variam muito de pessoa para pessoa. A Cíntia, por exemplo, relata que sofria principalmente com sintomas neurológicos. Já Isabel conta que enfrentava problemas gastrointestinais severos, fadiga extrema e quedas de pressão que a levavam a desmaios.
É muito comum a doença ser confundida com outras condições, como a Síndrome do Intestino Irritável. Por isso, entender quais são os sintomas da doença é essencial para alcançar um diagnóstico precoce.
Para identificar a Doença Celíaca, a endoscopia precisa incluir uma biópsia do duodeno, com a coleta de quatro a seis amostras. Caso o exame seja realizado apenas no estômago ou de forma simples, o diagnóstico pode passar despercebido.
Um dos maiores erros cometidos por profissionais e pacientes é retirar o glúten da alimentação logo no surgimento dos sintomas. Para que os exames de sangue e a biópsia sejam eficazes e não apresentem um falso negativo, é necessário que o paciente esteja consumindo glúten durante o período de investigação.