Nove meses, cerca de 39 semanas. Foi aproximadamente esse o tempo de sucesso nacional da banda Mamonas Assassinas — pouco para o calendário, mas suficiente para entrar para a história da música brasileira.
Em menos de um ano, os cinco jovens irreverentes — Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Júlio Rasec — saíram de Guarulhos, na Grande São Paulo, para transformar o humor em música, quebrar padrões e alcançar o status de fenômeno nacional.
Para relembrar a trajetória do grupo, Maika conversa com o apresentador Rodrigo Pulpor.
Os integrantes dos Mamonas Assassinas morreram em um acidente aéreo no dia 2 de março de 1996. A aeronave se chocou contra a Serra da Cantareira, na zona norte de São Paulo. Além dos músicos, também morreram o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o copiloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto.
Fenômeno dos anos 1990, o grupo ficou conhecido por seu rock cômico, com letras irreverentes e bem-humoradas. Entre os principais sucessos estão as músicas “Brasília Amarela”, “Sabão Crá-Crá” e “Pelados em Santos”.
Para homenagear a banda, um novo memorial será construído em parceria com o BioParque. A decisão foi discutida e aprovada pelos familiares.
Os corpos dos integrantes serão exumados e cremados. As cinzas de cada um serão acondicionadas em urnas biodegradáveis, nas quais será plantada a semente de uma árvore nativa — o jacarandá.
Após o plantio, as urnas passarão por um Centro de Incubação, onde as sementes serão monitoradas até o momento do plantio definitivo. A proposta é que o memorial seja um espaço permanente, acessível ao público e sem cobrança de ingressos ou taxas de visitação.