Vitrine Revista Londrina

Veja como reconstruir a autoestima depois da maternidade

27 fev 2026 às 16:24

Ser mãe é uma experiência transformadora, mas, junto com tantas mudanças, muitas mulheres também sentem a necessidade de se reencontrar. Hoje, o Vitrine Revista debate maternidade e autoestima e reflete sobre como as cirurgias plásticas podem ajudar nesse processo. Para falar sobre o tema, Maika conversa com Anacelia Gorini, cirurgiã plástica, e Alessandra Diehl, psiquiatra.


A realidade do pós-parto pode despertar nas mulheres o desejo imediato de mudar a própria imagem. Flacidez, aumento de peso e outras transformações físicas geram a ansiedade de recuperar o corpo de antes da gravidez. 


Essas mudanças, somadas aos exemplos das redes sociais, como influenciadoras que exibem o “corpo perfeito” poucas semanas após o parto, reforçam o sentimento de imediatismo em relação à aparência. Diante disso, muitas mulheres recorrem às cirurgias plásticas logo após o nascimento do bebê, na tentativa de amenizar as alterações no corpo.


A cirurgiã plástica explica que o ideal é esperar cerca de dois anos antes de realizar procedimentos estéticos, permitindo que o corpo se recupere completamente e que músculos e hormônios se estabilizem de forma natural. Ela ressalta ainda a importância de não se deixar influenciar por padrões de corpos considerados “irreais”, que muitas vezes refletem contextos e rotinas diferentes.


As convidadas destacam que as cirurgias mais procuradas por mães são as de mamas e abdômen, mas alertam que os procedimentos podem não recuperar totalmente o corpo anterior à gestação. Um ponto central é não tentar copiar resultados de outras pessoas. Outro fator essencial para o sucesso da cirurgia é manter peso adequado, bons hábitos alimentares e a prática regular de atividade física.


No aspecto emocional, a psiquiatra explica que o desejo de apagar sinais da maternidade pode estar relacionado à tentativa de lidar com ansiedades profundas. Esse período, embora repleto de alegria, também pode envolver culpa e tristeza. Por isso, além das condições físicas, o estado emocional influencia diretamente os resultados das cirurgias, já que impacta hábitos e expectativas. As especialistas ressaltam que, em alguns casos, o médico precisa dizer não a pacientes que desejam o procedimento, mas não apresentam estabilidade emocional para enfrentá-lo.


Resgatar a autoestima no pós-parto é importante, mas esse processo deve acontecer em etapas, com respeito ao próprio corpo e à mente. As convidadas reforçam que a cirurgia pode transformar a vida de uma mulher e ajudá-la a se sentir mais confortável consigo mesma e em seus relacionamentos pessoais e amorosos, contribuindo para o bem-estar geral.

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