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A água é o ponto de conexão entre clima, agricultura, energia e cidades

Melhorar sua gestão é a forma mais rápida e escalável de gerar impacto positivo para toda a sociedade
02 set 2025 às 16:45
Por: Band
Terraviva

É impossível falar de crise climática sem falar de segurança hídrica. Chuvas irregulares, estiagens mais longas, eventos extremos e enchentes já são realidade em várias regiões brasileiras e latino-americanas. E é a água, ou a falta dela, que determina se teremos alimentos suficientes, energia disponível e cidades habitáveis. Ainda assim, a água continua sendo tratada muitas vezes como um recurso infinito, quando, na verdade, é o elo mais frágil da nossa cadeia de sobrevivência.


A São Paulo Climate Week (SPCW) ou Semana do Clima de São Paulo, realizada no início de agosto, mostrou mais uma vez que o Brasil está no centro do debate climático internacional. Foram mais de 100 atividades em diferentes pontos da cidade, reunindo governos, empresas, universidades, investidores e organizações da sociedade civil em torno de um objetivo comum: acelerar a ação climática no caminho para a COP30. Mas, para além da diversidade de temas, um elemento ganhou destaque e deveria estar sempre no centro das discussões: a água.


A Kilimo participou ativamente dessa jornada, com presença em três painéis que colocaram a água no centro do debate climático, tentando responder algumas perguntas: como combinar eficiência hídrica, tecnologia e agricultura regenerativa para alcançar metas reais de adaptação e segurança hídrica nos territórios?


Se não houver eficiência no uso da água, será impossível garantir o abastecimento das cidades, a competitividade da indústria e o equilíbrio dos ecossistemas. Essa é parte da resposta. Por isso, melhorar a gestão da água é a forma mais rápida e escalável de gerar impacto positivo para toda a sociedade.

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Um dos desafios apontados no evento foi a necessidade da implementação do Marco Legal do Saneamento e como avançar em parcerias que garantam a resiliência hídrica nas cidades. Este é o cenário ideal para falarmos sobre a gestão da água e o nosso trabalho começa no meio rural, com dados confiáveis de irrigação, passando por práticas agrícolas eficientes e resultando em benefícios volumétricos que impactam diretamente a segurança hídrica das bacias. A mensagem é clara: as políticas públicas de água se fortalecem quando integram ações de cuidado e preservação nos territórios que são fonte desse recurso hídrico.


Um dos grandes questionamentos da sociedade hoje é como alcançar segurança hídrica na produção de alimentos no campo. E na Kilimo temos compartilhado soluções já implementadas no Brasil com resultados mensuráveis. Nosso foco está na conexão entre produtores rurais, empresas com metas de água positiva e órgãos reguladores, mostrando como é possível criar um ciclo virtuoso de eficiência e transparência quando existem dados confiáveis e métricas padronizadas.


Precisamos nos unir em um chamado à ação. A crise climática já afeta o regime de chuvas, altera padrões de consumo e coloca em risco a segurança hídrica de milhões de pessoas. A resposta deve vir de soluções que combinem agricultura regenerativa, eficiência operacional, governança territorial e métricas robustas de impacto.


O trabalho da Kilimo no Brasil, assim como em outros países da América Latina e nos Estados Unidos, demonstra que esse alinhamento é possível quando se constroem pontes entre o campo e a cidade, entre a produção de alimentos e os compromissos ambientais das empresas, entre os usuários da água e as políticas públicas que regulam seu uso.


Durante a SPCW, a criação de um Hub específico sobre o tema, a participação da SP Águas e da Sabesp na agenda oficial, e o compromisso de empresas dos setores de bebidas, alimentos e cosméticos mostram que o setor privado está atento e disposto a agir. No entanto, persiste um desafio-chave: como escalar soluções de forma territorializada, verificável e financeiramente viável?


A resposta está em um conjunto de ações que passa por fornecer inteligência de dados, suporte técnico e mecanismos de incentivo, ajudando empresas a transformar metas de sustentabilidade em impacto real nas bacias, gerando valor para todos os atores da cadeia. Porque, no fim das contas, a água é um recurso essencial, finito e que deve ser gerido com a mesma seriedade, rigor e cooperação.

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