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Arborização protege cafezais contra geadas; são sete espécies

14 mar 2023 às 08:59
Por: IDR Paraná
Foto: IDR Paraná

Há bastante tempo se sabe que o sombreamento pode reduzir danos por geadas em lavouras de café. Mas, quais árvores dão melhores resultados? Para responder essa questão, o IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater) desenvolve há mais de 10 anos, em Londrina, um estudo envolvendo sete espécies.


Candiúba (Trema micrantha) e pau-jangada (Heliocarpus popayanensis) apresentaram o melhor desempenho. “Após episódios de geada, verificamos menos da metade de desfolha e redução em 30% da mortalidade de plantas de café nas lavouras consorciadas com essas espécies”, relata a pesquisadora Patricia Helena Santoro.


O estudo avalia também as árvores moringa (Moringa oleifera), capixingui (Croton floribundus), gliricídia (Gliricidia sepium), manduirana (Senna macranthera) e bracatinga (Mimosa scabrella). É um dos maiores experimentos do tipo realizados no país.


Santoro explica que a extensão dos danos ocasionados por geadas são determinados pela quantidade de massas de ar polar que penetram na região produtiva, sua duração e, ainda, por características do próprio cafeeiro, como idade, nutrição, vigor e sanidade.


A PESQUISA — A proposta de arborizar lavouras de café tem o objetivo de interferir no microclima para favorecer a lavoura com redução da amplitude térmica — aumento das temperaturas mínimas e redução das máximas.

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Para isso, é preciso avaliar os impactos do tamanho, arquitetura e densidade da copa das árvores e, também, aspectos relacionados ao manejo do sistema, como distribuição de árvores, espaçamento e até eventual necessidade de podas, de acordo com Santoro.


“O formato da copa, a quantidade de árvores e sua distribuição no cafezal definem o nível de proteção”, conta Santoro.


O ensaio foi instalado em 2012 e utiliza a cultivar de café IPR 98, desenvolvida por melhoristas do próprio IDR-Paraná. As árvores foram escolhidas por sua adaptabilidade às condições de solo e clima da região, pelo crescimento rápido e, ainda, o potencial para produzir lenha, já com o objetivo de oferecer ao produtor um segundo produto de valor comercial na mesma área.


“Para compreender as inter-relações no sistema, avaliamos sistematicamente os parâmetros relacionados ao desenvolvimento das árvores e dos cafeeiros, como produtividade e qualidade dos grãos, aspectos do microclima, incidência de pragas, doenças e plantas daninhas, entre outros”, conclui a pesquisadora.

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