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COP30 provoca disparada no preço de frutas típicas da região Norte

Bacuri, cupuaçu, açaí e até castanhas estão cada vez mais caras em Belém (PA); conheça estas frutas
18 out 2025 às 12:40
Por: Band
Divulgação/Pref. Munic. Belém

Estatísticas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que, às vésperas da COP30, que será realizada em Belém (PA) em novembro, as frutas típicas da região estão ganhando escala nos preços e algumas aumentaram até 120%. 


Conforme o Dieese, quase todas as frutas típicas da região Norte vem subindo desde o início do ano. Entre janeiro e junho deste ano a pupunha (tipo de palmito), cupuaçú e a biribá já vinham em alta, com 33,85%, 31,32% e 30,16%, respectivamente. Mas algumas como o piquiá registraram alta de 23,9% no período, a manga regional, 23,71%, graviola, 18%, uxi, 10,3% e o bacuri, 6,8%. No acumulado de janeiro e setembro, porém, o relatório mostra que o cupuaçú já é a fruta mais cara da região e acumula alta de 117%. O quilo da fruta saiu de R$ 5,56/kg em outubro de 2024 para R$ 12,06/kg em setembro deste ano.


A pesquisa de frutas regionais foi feita em setembro em 10 feiras e mercados de Belém, cidade sede da COP30, e mostrou também a castanha-do-pará também disparou, saindo de R$ 80/kg em janeiro para R$ 200/kg em setembro. Já o quilo do bacuri subiu 25,19%, entre os meses de junho de 2024 e 2025, levando em consideração a safra do produto. Agora, o preço do quilode bacuri saltou de R$ 6,47, para R$ 8,10.


Frutas que são a cara de Belém, sede da COP30


A capital do Pará, Belém vai ser sede da COP30 em Novembro deste ano e é conhecida por suas frutas típicas da região Norte, como açaí, cupuaçu, bacuri, muruci, ingá e taperebá. Outras frutas amazônicas encontradas na região como pupunha, biribá, uxi, tucumã, bacaba e patauá também são facilmente encontradas nas feiras e mercados de Belém. No entanto, a maior parte da população brasileira ainda não conhece as frutas típicas da região Norte, com exceção do açaí, que se tornou popular em todo o Brasil.

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Veja alguns destaques:


O cupuaçu é um fruto típico da floresta amazônica e pode ser encontrado em todos os mercados de Belém. Esse nome vem das palavras em tupi kupu, que significa "que parece com cacau", e uasu, "grande". Componente da culinária brasileira e popular, acreditava-se que o cupuaçu era uma espécie nativa - ou seja, que ela ocorria de forma natural nos locais onde se distribui, no entanto, pesquisadores do IB (Instituto de Biociências) da USP descobriram que o fruto, na verdade, é uma espécie domesticada pelas populações indígenas do médio-alto Rio Negro, há mais de cinco mil anos. Essa fruta é usada em forma de suco, sorvete, doces e mousses. 


O bacuri é uma fruta nativa da região amazônica e possui uma polpa agridoce e aromática, popular na culinária local e muito usada par fazer sucos, doces, sorvetes e licores. É rico em nutrientes como potássio, fósforo e cálcio, e suas cascas contêm a moreloflavona, um flavonoide com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. O fruto é nativo da região amazônica, mas também encontrado no Cerrado, com a safra principal ocorrendo entre dezembro e maio.


A biribá foi uma das frutas “inflacionadas” de 2025. Nativa da floresta amazônica, tem um sabor adocicado. É fonte de antioxidantes, fibras, ferro e vitaminas do complexo B e C, reforçando o sistema imunológico. Em algumas regiões, é chamada de fruta-do-conde da Amazônia ou até de Pão-de-Ló. 


O taperebá é conhecido na região norte com este nome, mas para o resto do país, é o cajá. É cultivada, principalmente, no Norte e no Nordeste. Se trata de uma fruta rica em carotenoides, um poderoso antioxidante que pode se converter em vitamina A, ajudando também a prevenir câncer e doenças cardiovasculares. No Pará, é muito utilizada para fazer suco, que é refrescante e tem sabor agridoce.


O Ingá é uma fruta de origem indígena, que se assemelha a uma vagem longa e é coberta por uma polpa branca, macia e levemente adocicada que envolve as sementes. É uma fruta abundante na região amazônica, rica em fibras, vitamina C, vitaminas do complexo B e antioxidantes. Seus benefícios para a saúde incluem ajudar na digestão e no emagrecimento. 


Frutas “que não são frutas”:

  • Pupunha: é consumido cozido, sendo a base para a fabricação de farinhas e outros derivados.
  • Bacabá: é um fruto semelhante ao açaí, de cor arroxeada, consumido em sucos ou como um creme.
  • Uxi: é consumido in natura, sucos ou usado para fazer mingau. 
  • Tucumã: é um fruto que, além de ter o óleo extraído, é usado como um creme culinário, item básico de alguns pratos locais. 

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