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Estudo coloca cooperativas paranaenses entre as maiores do mundo

09 ago 2023 às 11:48
Por: Agência Estadual de Notícias
Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Onze cooperativas paranaenses ligadas ao setor agroindustrial figuram entre as maiores do mundo. O dado consta em uma análise feita pelo World Cooperative Monitor (Monitor Cooperativo Mundial), que elenca as maiores empresas associativistas em rankings de faturamento, número de cooperados ou pela movimentação financeira comparada à renda per capita dos associados.


As empresas que representam o Paraná nos rankings são a Agrária, Castrolanda, Coamo, Cocamar, Coopavel, Cooperativa Lar, Copacol, C.Vale, Frimesa, Frísia e Integrada. O fato de todas estarem vinculadas ao agronegócio ajuda a explicar o protagonismo do setor para a economia paranaense.


A Coamo, de Campo Mourão, ocupa a 7ª colocação entre as cooperativas agrícolas no faturamento per capita. No ranking das maiores cooperativas e organizações mutualistas a C.Vale aparece no 41ª posição global no faturamento per capita e na 183ª no faturamento total, mesma lista em que a Cooperativa Lar aparece na 199ª colocação.


No ranking geral de faturamento per capita entre todos os segmentos aparecem a Cocamar (73ª), Copacol (83ª), Agrária (108ª), Integrada (114ª), Castrolanda (115ª), Frimesa (119ª), Frísia (139ª) e Coopavel (147ª).

Em 2022, as cooperativas paranaenses faturaram R$ 186 bilhões, quase um terço de todo o faturamento destas organizações em todo Brasil no período, que foi de R$ 600 bilhões. Do volume faturado no Paraná, 85% é proveniente da agroindústria, 10% é do setor de crédito, 4% de saúde e 1% de outros segmentos.

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Com um crescimento médio anual de aproximadamente 20% no Estado, as cooperativas agroindustriais devem ampliar ainda mais a sua liderança. Segundo a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), a meta é chegar a R$ 200 bilhões de faturamento neste ano e dobrar este volume nos próximos cinco anos.


De acordo com o presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, o relatório é mais uma demonstração de que o cooperativismo do Paraná atua com profissionalismo. "As cooperativas paranaenses são bem administrada em um sistema que é prestigiado pelos produtores. São associações altamente viáveis economicamente, bem organizadas juridicamente e com um modelo de gestão muito moderno que não deve nada a nenhum país", declarou. 


"Isso também é resultado dos investimentos que o Sistema Ocepar tem feito no cooperativismo nos últimos anos, a exemplo do programa de autogestão, a profissionalização através do Sescop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) Paraná, além de grandes investimentos feitos nessa área, e que permitiram que as cooperativas paranaenses exportassem para cerca de 150 países", complementou Ricken.


APOIO ESTADUAL – Há menos de dois meses, o governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou a liberação de mais R$ 750 milhões em créditos para o setor através do Sistema de Controle de Transferência e Utilização de Créditos Acumulados (Siscred). Deste montante, R$ 250 milhões são para a construção de silos e R$ 500 milhões para novas plantas industriais em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).


Em março, o Estado já havia liberado outros R$ 250 milhões em transferências de créditos acumulados do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a construção de usinas de biomassa e de energia solar. “As cooperativas já anunciaram cerca de R$ 30 bilhões de investimentos nos próximos anos, e queremos colocar mais incentivos, gerando emprego e renda para a população”, afirmou Ratinho Junior.


As políticas públicas voltadas ao cooperativismo paranaense são, segundo o governador, um reconhecimento da sua importância para o desenvolvimento socioeconômico do Paraná. “O cooperativismo paranaense é o mais forte do País e uma tradição do Estado. Com as cooperativas ganhando mais força e industrializando a produção primária, o Paraná têm potencial para se transformar em um produtor de alimentos ainda maior para o grande supermercado do mundo, agregando mais valor aos produtos, sempre com o olhar da sustentabilidade”, disse.


Além dos aportes financeiros diretos, o Governo do Estado também apoia o cooperativismo na agricultura familiar para melhorar a competitividade e a renda dos associados através do Coopera Paraná. Outras ações também incluem a revitalização de estradas rurais para escoamento da safra; a oferta de financiamentos com juros menores para investimento aos agricultores via Banco do Agricultor Paranaense; a ampliação da certificação de produtores orgânicos; além de programas de extensão rural feito por técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná.


Para o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, os investimentos públicos direcionados ao cooperativismo paranaense se multiplicam pelo trabalho das associações. “O setor cooperativista do Paraná é forte e está presente em vários ramos econômicos, sobretudo na produção agrícola e agroindustrial. Nós temos orgulho do nosso sistema cooperativo, que tem feito os investimentos necessários para o desenvolvimento das famílias no meio rural”, afirma.


SOBRE A PESQUISA – O estudo econômico mundial sobre as cooperativas do World Cooperative Monitor (WCM) é produzido pela Aliança Cooperativa Internacional com o apoio de outras organizações uma vez ao ano. O objetivo é traçar indicadores relevantes do setor e que influenciam nas operações comerciais internacionais dentro dos seus, demonstrando o impacto econômico delas para a economia global. No site da WCM, é possível consultar diversas informações sobre o levantamento, incluindo o relatório completo (em inglês) das cooperativas classificadas.

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