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Preços do feijão recuam no campo, mas consumidor ainda sente reflexos de altas anteriores

Retração de compradores pressiona cotações na última semana; feijão carioca acumula alta de 11,7% para o consumidor final em apenas um mês
16 mar 2026 às 10:38
Por: Cepea
Divulgação

O mercado de feijão registrou uma semana de desvalorização em praticamente todas as regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A queda nos preços foi impulsionada, principalmente, pela postura retraída dos compradores, que reduziram a demanda pelos lotes disponíveis.

Carioca vs. Preto: Comportamento das Cotações

Apesar da queda recente, os valores médios registrados na parcial de março ainda superam os patamares de fevereiro:


  • Feijão Carioca: Para os lotes de melhor qualidade (notas 9 ou superior), o preço médio de março está 8,72% acima do mês anterior. No campo, a valorização acumulada em 12 meses impressiona, variando entre 42,2% e 55,7%, dependendo da nota do grão.


  • Feijão Preto: A maior oferta de lotes da primeira safra aumentou as intenções de venda, pressionando os preços para baixo. A parcial de março está apenas 1,1% acima de fevereiro. Em um ano, o preço no campo variou apenas 1%.


O Impacto no Bolso do Consumidor


Os dados do IBGE (IPCA) de fevereiro confirmam que as oscilações no campo já chegaram às prateleiras dos supermercados, embora o repasse ainda seja considerado parcial pelos pesquisadores:

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  • Alta no Supermercado: Em fevereiro, o feijão carioca subiu 11,73% para o consumidor, enquanto o preto teve elevação de 2,84%.


  • Acumulado de 12 meses: O feijão carioca acumula alta de 11,5% no varejo. Já o feijão preto, apesar da subida recente, ainda registra uma queda de 22,78% no acumulado dos últimos 12 meses.


Perspectivas


A diferença entre a alta expressiva no campo (superior a 40%) e o aumento registrado no IPCA (cerca de 11%) indica que o varejo ainda pode realizar novos ajustes de preços nos próximos meses para recompor margens, caso as cotações no campo não sofram uma queda mais acentuada e persistente.

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