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Rota do Queijo Paranaense completa primeiro ano com duas mil visitações

22 dez 2022 às 13:58
Por: IDR - Paraná
Foto: IDR Paraná

Há um ano uma iniciativa do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater) reuniu queijarias do estado, criando um roteiro para quem deseja conhecer a produção paranaense de queijos. O projeto hoje conta com 39 agroindústrias espalhadas por diversas regiões do estado, todas elas são regularizadas por sistemas de inspeção sanitária. Além de degustar diferentes sabores, os turistas também podem ter momentos de lazer nas propriedades. A qualidade e as particularidades desses queijos já foram experimentadas por aproximadamente 2.000 visitantes que já passaram pelas queijarias.


“O queijo, além de ser um produto com alto teor nutricional, é um patrimônio cultural que carrega em si um saber fazer ancestral, que conecta terra, produção e as mãos habilidosas de seus produtores. Fomentar o turismo rural no Paraná e a geração de renda para pequenos e médios produtores é objetivo do IDR-Paraná com a estruturação da Rota do Queijo Paranaense. A interação entre produtores e turistas possibilita o desenvolvimento de novos negócios e novos atrativos turísticos para o Paraná”, afirma Terezinha Busanello Freire, coordenadora estadual de Turismo Rural do IDR-Paraná. Ela lembra que a rota surgiu a partir do trabalho feito com turismo rural pelo instituto. “Era uma diretriz roteirizar as cadeias produtivas já assistidas e encontrar produtos diferentes para oferecer ao público”, destaca Terezinha.


Assistência de qualidade - Angelita Aparecida Freski Surkamp, de Pinhão, já produzia queijos e vendia nas vizinhanças. Ela aceitou o convite para participar da Rota do Queijo logo no lançamento do projeto. “Achei o trabalho importante porque a qualidade da assistência técnica que eu recebi foi muito boa, atendeu todas as minhas expectativas. Melhorou a divulgação e as vendas. Já estou planejando oferecer um café colonial rural no próximo ano”, disse a produtora. Angelita produz queijos coloniais curados, temperados, defumados, ricota cremosa, doce de leite e queijo com casca de vinho tinto.


Segundo Terezinha Busanello, a primeira ideia dos profissionais do IDR-Paraná foi trabalhar propriedades individualmente. “Com o tempo, percebemos que um roteiro daria mais visibilidade e corpo para os empreendimentos”, explicou. Terezinha informou ainda que neste primeiro ano os produtores paranaenses participaram de diversos concursos e é visível o salto de qualidade com a evolução das premiações, inclusive com destaque em concursos internacionais.


Claudemir Ross fabrica queijos desde 2015 e viu no roteiro turístico uma forma de melhorar a divulgação dos seus produtos. “É uma oportunidade de divulgar nossos queijos para todo o Paraná. A rota ajuda a gente a atingir um público maior”, ressaltou o produtor. Para Claudemir, outro benefício do projeto é a oportunidade que ele tem de conhecer outros produtores. “Essas visitas sempre resultam em conhecimento. A gente conhece a realidade de outros colegas, com suas particularidades”, ressaltou. A agroindústria de Claudemir, Queijaria São Bento, fica em Chopinzinho e ele produz cerca de vinte tipos diferentes de queijo.

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Há três anos Luis Henrique Pedroso, que era dentista em Ribeirão Claro, começou a produzir queijos com a esposa, Sílvia, na queijaria Bela Vista. Logo que a rota foi criada eles se integraram ao circuito como forma de divulgar seu trabalho. Sílvia acredita que o roteiro turístico ligado ao queijo é importante para a região. “É uma alternativa de renda para o pequeno agricultor, dinamiza a economia, possibilita valorizar os atrativos naturais que a gente tem no sítio ou fazenda. Valoriza até mesmo questões históricas locais que agregam valor ao produto que a gente tem que é o queijo. A rota é uma forma de manter a cadeia do leite, estimular o turismo rural e, principalmente, divulgar o queijo que é produzido na região Norte Pioneiro”, afirmou. A produtora ainda lembrou que durante as visitas eles conhecem outros produtores e podem trocar experiências. “Acho que a rota veio para mostrar toda essa riqueza que tem no Norte Pioneiro e que estava escondida”, ressaltou.


Identificação - Para Terezinha Busanello a rota também serviu para identificar onde estavam os produtores de queijo no estado. “Salvo no Sudoeste, onde os queijeiros estavam mais organizados, no restante do Paraná eles estavam sozinhos, tentando dar um caráter comercial a sua produção”, observou a extensionista. Para ela, o projeto também incentivou a regularização das agroindústrias. “Os extensionistas esclareceram todas as dúvidas dos produtores sobre a legislação e abriram caminho para que os queijeiros soubessem o que era preciso para ter o registro sanitário da sua agroindústria, garantir a qualidade dos seus produtos e oferecer segurança para o consumidor. Isso deu uma grande amplitude comercial para a produção de queijos do estado”, destacou.


Vale lembrar que todos os empreendimentos da Rota atendem às exigências sanitárias previstas por lei. Atualmente as 39 queijarias da Rota estão espalhadas por 28 municípios. Os visitantes podem conhecer até 20 tipos diferentes de queijo, com ênfase no queijo colonial maturado. Os extensionistas do IDR-Paraná orientam os proprietários rurais para que eles possam se preparar para receber os turistas, criando uma experiência turística diferente para cada queijaria.


Além de queijo, é possível desfrutar de cafés coloniais em inúmeras propriedades e visitas guiadas para o turista conhecer o processo de fabricação dos queijos. No próximo ano, durante o Show Rural Coopavel, será lançado o passaporte do Queijo. “Ao visitar uma queijaria o turista ganha um passaporte onde estarão indicados os outros empreendimentos da rota. A cada visita ele ganha um carimbo no passaporte. É um estímulo para que o turista conheça outras queijarias. Um incentivo ao turismo”, concluiu Terezinha.

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