Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Agro
Brasil

Setor da pesca no RN já sente impacto do tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil

Medidas de Donald Trump já afetam a pesca, e setor teme paralisação total da atividade no estado
01 set 2025 às 09:38
Por: Band
Foto: Reprodução

Na região portuária de Natal, as embarcações estão ancoradas. O Ibiza, barco do comandante Gilson Cardoso, está parado desde junho.


O motivo: a sobretaxa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afetou diretamente a economia potiguar.


“Você vê, um monte de embarcações paradas aí por falta dessas coisas que estão acontecendo no mundo”, desabafa Cardoso.


Isso porque 47% da produção de sal do estado vai para os EUA, assim com 80% do atum pescado no litoral potiguar.

Outras notícias

Paraná bate recorde e exportação de peru cresce 34,1% no trimestre

Exportações de carne suína crescem 8,3% em abril e mantêm alta em 2026

Clima e doenças derrubam a safra de laranja no Cinturão Citrícola


“Nós temos aí uma ameaça para cerca de 1,5 mil empregos, uma evasão de tarifas na ordem de R$ 278 milhões, e mais de 4 mil toneladas/ano que deixam de ser exportadas”, calcula o economista Helder Cavalcanti.


Para Arimar França, presidente do Sindipesca-RN (Sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte), “o cenário está mais desafiador”.


“Neste mês, algumas embarcações saíram para pesca, e foi difícil a venda e a absorção desse produto no mercado interno. Por sorte, o exterior ainda estava com o mercado bom”, analisou.


Diante das incertezas nas relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos, o setor da pesca vive um cenário tenso projetando os próximos meses.


Em outubro começa a safra do atum. O Sindipesca-RN já disse que mercado nacional não vai absorver a quantidade do produto, o que causa preocupação no segmento.


“O que tenho conversado com o nossos filiados é que tem muita gente de férias e muita gente de férias coletivas, e o pessoal de manutenção está fazendo esse trabalho. A gente não sabe como será a partir de outubro. Aí é que o problema pode ser maior”, avisa Arimar França.


O alerta é semelhante ao do economista Helder Cavalcanti.


“Os outros ambientes alternativos ainda precisariam de muito tempo para serem recompostos - a China, a Índia, a Europa. Vai necessitar de uma habilidade muito grande do empresariado com o apoio do Governo do estado, do Governo Federal, para se recompor isso”, diz.

Veja também

Relacionadas

Agro
Imagem de destaque

Produção de tangerina cresce no Paraná

Agro
Imagem de destaque

Donald Trump anuncia recompensas para quem denunciar frigoríficos

Agro

Porto de Paranaguá registra alta nas exportações de soja e carne de frango

Agro

Biocombustíveis podem injetar R$ 400 bilhões no PIB brasileiro até 2030

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Paciente com suspeita de hantavirose é atendida em Londrina

Cidade
Londrina e região

Pais vão sepultar filha e descobrem que ossada da irmã sumiu

Cidade
Londrina e região

Blitz do Maio Amarelo apreende veículos irregulares em Londrina

Esportes
Brasil

Goleiro Bruno é preso em São Pedro da Aldeia (RJ) após 2 meses foragido

Cidade
Londrina e região

Vereadores vistoriam obra de R$ 37 milhões parada em Londrina

Podcasts

Café com Edu Granado | EP 76 | Inovação, Marketing e Franquias | Jp Albuquerque

Podcast Fala Advocacia| EP 12 |Saúde Mental Materna e os Direitos das Mulheres

Angélica Duarti Talks | EP 6 | Ciência e Estética do Sorriso | Angélica Venâncio

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.