Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Aba 1
Aba 2
Agro
Brasil

Setor da pesca no RN já sente impacto do tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil

Medidas de Donald Trump já afetam a pesca, e setor teme paralisação total da atividade no estado
01 set 2025 às 09:38
Por: Band
Foto: Reprodução

Na região portuária de Natal, as embarcações estão ancoradas. O Ibiza, barco do comandante Gilson Cardoso, está parado desde junho.


O motivo: a sobretaxa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afetou diretamente a economia potiguar.


“Você vê, um monte de embarcações paradas aí por falta dessas coisas que estão acontecendo no mundo”, desabafa Cardoso.


Isso porque 47% da produção de sal do estado vai para os EUA, assim com 80% do atum pescado no litoral potiguar.

Outras notícias

Mamão, melão e manga lideram exportações de frutas brasileiras

Conab projeta alta na produção de grãos na safra 2026/27

CAMPO VIVO - edição de 18-10-26.


“Nós temos aí uma ameaça para cerca de 1,5 mil empregos, uma evasão de tarifas na ordem de R$ 278 milhões, e mais de 4 mil toneladas/ano que deixam de ser exportadas”, calcula o economista Helder Cavalcanti.


Para Arimar França, presidente do Sindipesca-RN (Sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte), “o cenário está mais desafiador”.


“Neste mês, algumas embarcações saíram para pesca, e foi difícil a venda e a absorção desse produto no mercado interno. Por sorte, o exterior ainda estava com o mercado bom”, analisou.


Diante das incertezas nas relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos, o setor da pesca vive um cenário tenso projetando os próximos meses.


Em outubro começa a safra do atum. O Sindipesca-RN já disse que mercado nacional não vai absorver a quantidade do produto, o que causa preocupação no segmento.


“O que tenho conversado com o nossos filiados é que tem muita gente de férias e muita gente de férias coletivas, e o pessoal de manutenção está fazendo esse trabalho. A gente não sabe como será a partir de outubro. Aí é que o problema pode ser maior”, avisa Arimar França.


O alerta é semelhante ao do economista Helder Cavalcanti.


“Os outros ambientes alternativos ainda precisariam de muito tempo para serem recompostos - a China, a Índia, a Europa. Vai necessitar de uma habilidade muito grande do empresariado com o apoio do Governo do estado, do Governo Federal, para se recompor isso”, diz.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Agro
Imagem de destaque

Preço dos ovos fica estável, mas chuva pode pressionar mercado

Agro
Imagem de destaque

Laranja perde poder de compra frente aos fertilizantes

Agro

Frango ganha competitividade frente às carnes bovina e suína

Agro

Tilápia tem salto nas exportações, mas custos preocupam setor

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

“Estou indo para o céu”; criança escreve carta após agressão

Cidade
Londrina e região

Empresário é morto a tiros ao sair de casa em Londrina

Cidade
Londrina e região

Fim da escala 6x1 preocupa comércio de Londrina, diz ACIL

Cidade
Londrina e região

Padre Limeira morre aos 78 anos após lutar contra câncer

Cidade
Londrina e região

Servidores cobram reajuste e temem impacto de cortes em Londrina

Podcasts

Podcast Em Foco | EP 7 I Imagem Profissional Estratégica I Jihana Rosa

Podcast Feirauto | EP 2 | Expectativas para a Feirauto | 13/10

Podcast Feirauto | EP 1 | Feirauto em Destaque | 09/10