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Sistema FAEP pede reforço na segurança diante de roubos de café

A preocupação dos cafeicultores paranaenses vai além dos prejuízos econômicos
26 mai 2025 às 09:24
Por: FAEP
Band

Devido aos recentes casos de roubo de café em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, impulsionados pelo alto preço do produto, o Sistema FAEP encaminhou um ofício ao Comando Geral da Polícia Militar do Paraná solicitando reforço no policiamento das principais regiões produtoras do Estado. A preocupação dos cafeicultores paranaenses vai além dos prejuízos econômicos, envolvendo também a segurança física de produtores e trabalhadores rurais.


No documento, o Sistema FAEP solicita a adoção de medidas preventivas nos meses de junho, julho e agosto, período de maior atividade na colheita de café no Paraná. O pedido prevê ações no âmbito do Programa Patrulha Rural Comunitária 4.0 para para evitar roubos de cargas de café ensacado e de café maduro nas lavouras, com foco nos principais municípios produtores do Estado (confira a lista abaixo).


Para o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o momento exige atenção redobrada.


Segundo o chefe da Coordenadoria de Patrulha Rural Comunitária da Polícia Militar do Paraná (PMPR), Major Íncare Correa de Jesus, a principal estratégia para garantir a segurança no campo é a prevenção. “Não termos casos no Paraná é resultado do engajamento da comunidade rural. Hoje, os produtores têm consciência da importância de agir preventivamente, antes que os crimes cheguem ao nosso Estado”, destaca.


O major ressalta que as reuniões realizadas com os sindicatos rurais têm surtido resultados, ampliando o alcance das informações de segurança. Como reflexo desse trabalho, o número de propriedades cadastradas na Patrulha Rural Comunitária quase dobrou: passou de 12 mil no ano passado para 23 mil neste ano.

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Visando os próximos meses, o major Íncare orienta que, diante de qualquer movimentação suspeita – como pessoas estranhas rondando as propriedades, visitas não combinadas ou propostas de compra fora do padrão –, o produtor rural deve entrar em contato imediatamente com a equipe da Patrulha Rural e repassar todas as informações possíveis.


Caso ocorra uma tentativa de invasão – como arrombamento de galpões, rompimentos de cercas ou qualquer outro sinal de violação –, também é fundamental acionar a equipe o quanto antes. “Após o registro do Boletim de Ocorrência, a Patrulha Rural vai até o local para avaliar as circunstâncias do crime, identificar possíveis falhas e orientar o produtor sobre medidas preventivas”, explica.



Alta no preço do café


Em fevereiro deste ano, a saca de 60 quilos de café arábica chegou a R$ 2.769 – o maior valor já registrado, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq). Atualmente, o grão segue valorizado, cotado em torno de R$ 2,5 mil. A valorização do produto tem despertado o interesse de criminosos, que voltaram a praticar um tipo de delito que parecia extinto: o roubo diretamente dos pés de café. De acordo com relatos vindos dos Estados da região Sudeste, os criminosos selecionam galhos carregados, cortam na base e levam embora.




Confira os municípios com maior produção cafeeira do Paraná:

Foto: Divulgação



Sistema FAEP orienta produtores sobre segurança no campo


O governo do Estado, com apoio do Sistema FAEP, lançou uma cartilha sobre segurança no meio rural, que está disponível em formato digital. Com 20 páginas, o material funciona como um guia prático para ajudar agricultores e pecuaristas a reduzirem os riscos de furtos, roubos e invasões.


A cartilha reúne orientações que vão desde mudanças de comportamento até adequações estruturais nas propriedades, como reforço em edificações, cercas, portões e sistemas de iluminação. O objetivo é auxiliar os produtores a identificar vulnerabilidades e adotar ações que dificultem a atuação de criminosos.


Além disso, o Sistema FAEP orienta que os produtores se cadastrem no Programa Patrulha Rural Comunitária 4.0, uma iniciativa em parceria com a Polícia Militar do Paraná. Com o cadastro, a propriedade passa a integrar a rota de monitoramento da PMPR, o que facilita o atendimento em emergências e amplia a presença policial nas áreas rurais.


“A participação do produtor é fundamental para fortalecer a rede de proteção no campo. Com o cadastro, a comunicação com a Patrulha Rural ganha agilidade e as ações de prevenção se tornam ainda mais efetivas”, reforça o chefe da Coordenadoria de Patrulha Rural Comunitária da PMPR, Major Íncare Correa de Jesus.

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