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Software da Embrapa avalia sustentabilidade da cana-de-açúcar

11 out 2023 às 09:30
Por: Assessoria de Imprensa

Projeto de pesquisa desenvolvido pela Embrapa Meio Ambiente desde 2012 culminou na versão 1.0 de um software para avaliação da sustentabilidade dos sistemas de produção de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil. A ferramenta consiste em um sistema de suporte à decisão, que tem por objetivo avaliar e apontar os pontos que carecem de melhorias para que o sistema produtivo da cultura tenha eficiência tecnológica com redução de custo e aumento da sustentabilidade.


Constituído de indicadores organizados nas dimensões social, ambiental e econômica, apresenta-se como uma ferramenta para suprir a necessidade de adequação das atividades agrícolas ou agroindustriais para que todo o sistema de produção tenha melhor desempenho, de modo a diminuir os impactos negativos no meio ambiente e do ponto de vista socioeconômico.


Segundo a pesquisadora da Embrapa e coordenadora do projeto SustenAgro, Katia Regina Evaristo de Jesus, “a avaliação da sustentabilidade dos sistemas agrícolas pode ser uma aliada ao processo de decisão. Desse modo, a abordagem escolhida para o Software SustenAgro foi o formato de um 

rapid appraisal, ou seja, uma ferramenta que permite elencar os pontos fortes e fracos do sistema de produção avaliado e, com isso, evidenciar a necessidade de implementação de medidas para aumentar a sustentabilidade no campo e na usina”, explica ela.


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Para a equipe e parceiros, envolvidos no desenvolvimento do software, a sustentabilidade é determinada por um conjunto de fatores (econômicos, sociais, ambientais, entre outros) que devem ser contemplados na formulação e avaliação dos sistemas de produção de cana de açúcar em questão. “O desafio para o desenvolvimento do sistema foi formular indicadores capazes de caracterizar e subsidiar o processo de desenvolvimento sustentável de modo a expressar a diversidade característica da agricultura brasileira, por isso foram empregadas metodologias consagradas de validação desses indicadores e do método desenvolvido com os especialistas e setor produtivo”, enfatiza a pesquisadora.


O software, que já está disponível gratuitamente, pode ser empregado diretamente por produtores e fornecedores de cana-de-açúcar (fazenda) e usinas de açúcar e etanol – de organização tradicional ou 

greenfields.


De acordo com os formuladores, pode ser usado em empreendimentos de produção rural; empreendimentos ou produtores rurais de base empresarial; empresas de assistência técnica oficial e privada; instituições de pesquisa (incluindo Embrapa), universidades e outras instituições de ensino; instituições e empresas de planejamento, transferência de tecnologia, extensão e assistência técnica.




Planejamento da pesquisa


Desde 2012 quando o projeto SustenAgro se iniciou, foram desenvolvidas três ferramentas: banco de dados; modelo conceitual da sustentabilidade da agricultura e a metodologia de avaliação da sustentabilidade agrícola que foram integradas no atual Software SustenAgro. Os resultados do projeto contribuíram desde então com os tomadores de decisão, orientando-os com informações, que permitiram embasar as políticas públicas do setor agrícola.


Conforme Katia de Jesus, a formulação de indicadores nas três dimensões (ambiental, social e econômica) foi elaborada a partir de dados secundários (literatura especializada, banco de dados consagrados, dentre outros) e também por consulta aos especialistas das áreas correlatas da Sustentabilidade e do setor produtivo, por meio de rodadas de consulta remota e rodadas presenciais, reuniões técnicas, workshops e painéis de especialistas. “Desse modo, a partir destas consultas (remotas ou presenciais) a equipe contou com informações, dados e ferramentas geradas pelo projeto de pesquisa e que foram validados pelos especialistas e atores atuantes nas diversas esferas do setor”, salienta.


A equipe do projeto contou com a participação da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta - UPD Tietê); Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR);

 

Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri/Unicamp); Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM/Unicamp); Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA/Unicamp); Instituto de Economia Agrícola (IEA/USP); Instituto de Computação/Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Universidade de São Paulo/CeMEAI - ICMC (USP); além das Unidades da Embrapa: Agricultura Digital (Campinas, SP); Clima Temperado (Pelotas, RS); Soja (Londrina, PR); Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) e Trigo (Passo Fundo, RS).


A elaboração do software contou com a colaboração do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos.

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