Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Agro
Brasil

Verão e calor extremo aumentam risco de doenças em animais

Altas temperaturas, La Niña e maior proliferação de vírus e bactérias exigem protocolos rigorosos de biossegurança
21 dez 2025 às 09:36
Por: Band

O agronegócio brasileiro prepara-se para uma temporada de verão crítica, marcada pela previsão de calor extremo e pela formação do fenômeno La Niña. O cenário climático, que indica a repetição ou agravamento das temperaturas acima da média registradas em 2024, acende um alerta vermelho para a sanidade animal em todo o país. Produtores rurais e especialistas do setor voltam as atenções para o aumento do risco de doenças nos rebanhos, fator que pode impactar diretamente a produtividade e as exportações do agronegócio.


A combinação de calor intenso e maior variabilidade climática cria um ambiente propício para a proliferação de vírus, bactérias e outros vetores de doenças. Além do estresse térmico — condição em que o animal não consegue regular a temperatura corporal, reduzindo a imunidade —, o clima favorece o aumento da carga microbiana em granjas e fazendas.


Esse quadro impõe um desafio imediato ao Brasil, que tem na excelência sanitária um dos pilares da sua competitividade global. Segundo balanço da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as exportações do setor agropecuário alcançaram US$ 155 bilhões até novembro de 2025. Manter esse ritmo depende, fundamentalmente, de blindar a produção contra surtos sanitários.


A tecnologia como barreira sanitária ganha protagonismo diante desse cenário. Especialistas apontam que os métodos tradicionais de limpeza já não são suficientes para enfrentar os impactos do clima extremo. A higienização manual, sujeita a falhas humanas e variações de processo, vem sendo substituída por sistemas automatizados, capazes de garantir a biossegurança exigida pelos grandes compradores internacionais. “Eventos climáticos extremos favorecem o avanço de patógenos. As altas temperaturas aceleram a multiplicação microbiana e pressionam todo o sistema produtivo”, analisa Vinicius Dias, CEO do Grupo Setta.


Para o executivo, a tecnologia no agronegócio deixou de ser opcional. “Depender apenas de higienização manual já não basta. A tecnologia se tornou prioridade para garantir padronização, rastreabilidade e resposta rápida a ameaças sanitárias”, afirma Dias.

Outras notícias

Circuito SRP debate impactos da Reforma Tributária para produtores rurais

Conab fará leilão para comprar até 127,3 mil toneladas de arroz

Goiás lidera expansão de vinícolas no Centro-Oeste


O mercado já oferece soluções que monitoram desde a desinfecção de veículos e equipamentos até o fluxo de pessoas e o controle de temperatura nas instalações. A automação permite gerar dados auditáveis em cada etapa, facilitando a comprovação de conformidade sanitária para mercados rigorosos como União Europeia, China e Oriente Médio.


No campo da inovação e sustentabilidade, uma das tecnologias que ganham espaço é o TADD System (Thermo-assisted Drying and Decontamination). O sistema utiliza ar aquecido para realizar a descontaminação de ambientes e equipamentos, eliminando a necessidade de agentes químicos pesados.

A técnica conclui o processo de secagem e descontaminação em apenas 48 minutos. Além da eficiência sanitária, o método reduz custos operacionais e diminui o impacto ambiental, atendendo às exigências de sustentabilidade do mercado global.


A adoção dessas ferramentas segue uma lógica clara do mercado: a prevenção sanitária é mais barata e eficaz do que o combate a doenças. “O Brasil só manterá sua posição no comércio global se conseguir comprovar, com dados, que adota práticas preventivas consistentes”, destaca Dias.


A crescente pressão por padrões sanitários rigorosos coloca a proteção animal no centro das estratégias do setor. Para a pecuária brasileira, o desafio vai além do verão: o objetivo é estruturar sistemas resilientes, capazes de garantir a segurança da produção mesmo diante das oscilações climáticas.


“O controle sanitário deixou de ser apenas um custo operacional e passou a ser uma garantia de continuidade do negócio. Com verões mais quentes e instabilidade climática crescente, a prevenção precisa ser contínua, integrada e cada vez mais tecnológica”, conclui o especialista.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Agro
Imagem de destaque

Primavera começa nesta semana com forte influência do El Niño

Agro
Imagem de destaque

Milho tem preços diferentes entre regiões acompanhadas pelo Cepea

Agro

Preço do farelo de soja sobe no Brasil e nos Estados Unidos

Agro

Preço do feijão sobe no Paraná com estoques finais restritos

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Jovem de Londrina perde movimentos em passeio no Hopi Hari

Cotidiano
Brasil

Helicóptero com cantor Rick a bordo desaparece na Serra de SC

Cidade
Londrina e região

Frente fria traz chuva e mínimas de 13°C em Londrina nesta semana

Cidade
Londrina e região

PCPR conclui inquérito sobre morte de jovem em academia

Cidade
Londrina e região

Homem de 28 anos morre após ser contido pela PM em Londrina

Podcasts

Podcast Arte do Sabor | EP 11 | Marketing: Tendências no Varejo de Alimentos | Marília Carvalho

Podcast Sem Cerimônia | EP 19 | Direito Médico e Relação Médico-Paciente | Mayara Bispo

Podcast O Construtor | EP 13 | Retrofit e Identidade no Design | Tatiana Fernandes