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Loira Letal: suspeita de envenenar feijoada matou quatro pessoas em cinco meses

Ana Paula é investigada pela morte de Maria Aparecida Rodrigues, cuja intenção seria forjar um cenário para culpar um policial militar com quem a suspeita mantinha um relacionamento amoroso
10 out 2025 às 20:52
Por: Band
Ana Paula Veloso (esquerda) e Michele Paiva da Silva (direita) são suspeitas de matar o idoso envenenado Imagem: Reprodução/ Polícias de SP e RJ

A Polícia Civil investiga a ação de uma mulher identificada como Ana Paula, suspeita de ser uma serial killer responsável pela morte de quatro pessoas em um período de menos de cinco meses. 


Uma das vítimas, Maria Aparecida Rodrigues, de 49 anos, teria sido assassinada em abril deste ano em Guarulhos, na Grande São Paulo, em um plano que visava incriminar um policial militar. O caso, inicialmente tratado como morte natural, teve a autoria revelada somente agora, a partir das investigações que ligam Ana Paula a outros crimes.


A vítima e a suspeita se conheceram por meio de um aplicativo de relacionamentos. Horas antes de ser encontrada morta, Maria Aparecida chegou a enviar mensagens e fotos à filha relatando que estava em um parque com Ana Paula. Após o contato, a vítima não deu mais notícias.

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A descoberta do corpo e o plano de incriminação

Na manhã seguinte, preocupada com o silêncio da mãe, a filha de Maria Aparecida solicitou que a irmã da vítima fosse até a casa em Guarulhos. A parente encontrou Maria Aparecida Rodrigues morta e seminua sobre a cama. Não havia sinais de arrombamento no imóvel.


Apesar da cena, no bairro onde Maria Aparecida morava, vizinhos e conhecidos inicialmente acreditavam que a morte havia sido natural, o que retardou a descoberta da real circunstância do óbito e a identificação do crime.


Sobre uma mesa na residência, os agentes encontraram um caderno com anotações que levantavam suspeitas sobre um policial militar, com quem Ana Paula mantinha um caso. A própria suspeita chegou ao local cerca de duas horas depois do corpo ter sido encontrado, alegando que também estava buscando notícias da vítima.


Neste momento, Ana Paula iniciou a execução de seu plano, associando o PM ao caderno deixado no local. Ela disse que Maria Aparecida havia escrito a menção ao policial, afirmando que ele não "prestava", e que o PM as havia ameaçado.

Forjando evidências

A investigação aponta que Ana Paula, que cursa faculdade de Direito, teria tentado forjar mais evidências contra o policial. A suspeita enviou diversas mensagens ao celular de Maria Aparecida após a morte, na tentativa de simular ameaças e incriminação.


O plano de Ana Paula também envolveu a esposa do policial. A suspeita enviou um bolo à própria turma da faculdade de Direito, fingindo estar envenenado, e assinou com o nome da mulher do PM. Apesar de nenhum veneno ter sido encontrado na guloseima, a esposa do policial passou a ser investigada.


Ana Paula ainda enviou mensagens ameaçadoras a uma colega da faculdade, fazendo-se passar pela mulher do policial e mencionando o crime: "Irei matar você com chumbinho, assim como meu marido matou a mulher que estava atrás dele." 


Na delegacia, ao ser interrogada, Ana Paula negou a autoria das mensagens, alegando que eram dirigidas a ela mesma e se posicionando como vítima. Ela sustentou a narrativa de que o policial militar teria matado Maria Aparecida porque a vítima passou a investigar a vida dele a pedido da suspeita.


O corpo de Maria Aparecida Rodrigues foi exumado e a Polícia Civil aguarda o resultado dos exames periciais, que indicarão a causa da morte. A principal suspeita é que a vítima tenha sido envenenada.


Após a morte de Maria Aparecida, a polícia indica que Ana Paula teria matado mais duas pessoas, totalizando quatro vítimas em menos de cinco meses. A suspeita segue presa na Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte de São Paulo.

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