O Tribunal do Júri de Imperatriz, na região sul do Maranhão, condenou Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos, 8 meses e 7 dias de prisão em regime fechado. Ela foi considerada culpada pelo homicídio de duas crianças, uma de 7 anos e outra de 13 anos, e pela tentativa de homicídio contra a mãe delas, Miriam Lira. O julgamento, que durou cerca de oito horas, determinou ainda que a ré não poderá recorrer em liberdade.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu após Jordélia enviar um ovo de Páscoa adulterado com "chumbinho" para a residência de Miriam. O plano criminoso apontava a mãe como o alvo principal da ação. Contudo, toda a família acabou consumindo o chocolate.
As duas crianças não resistiram aos efeitos da substância tóxica e faleceram. Miriam também chegou a ingerir o produto envenenado, mas sobreviveu após receber atendimento médico imediato.
A investigação da Polícia Civil rastreou o percurso feito pela acusada entre as cidades de Santa Inês e Imperatriz, coletando as provas necessárias para comprovar a autoria do crime. Diante da gravidade e da premeditação do crime, o juiz responsável pelo caso também fixou o pagamento de indenizações tanto para a mãe quanto para os pais das crianças atingidas. Jordélia, que já cumpria prisão preventiva, retornou diretamente para a penitenciária estadual.