Uma mulher foi presa por suspeita de matar a própria mãe a facadas ontem, em Guapó, na região metropolitana de Goiânia (GO). Ele teria confessado o crime em uma conversa por telefone com a prima, segundo a Polícia Militar.
Karem Murielly de Jesus Oliveira, 34, é suspeita de matar a mãe, Maria de Lourdes Alves de Jesus, 62. O crime foi cometido na frente de uma menina de 5 anos, filha de Karem. As três moravam juntas na mesma casa, segundo informações das polícias Civil e Militar de Goiás.
Após matar a mãe, a suspeita ligou para uma prima e confessou o crime. No telefonema, Karem teria admitido ter golpeado a genitora até a morta e que pretendia fugir para Minas Gerais, explicou o capitão Hugo Borges Gomes, da Polícia Militar goiana, em entrevista à TV Anhanguera.
Na sequência, a prima ligou para outro filho de Maria de Lourdes e contou o teor do telefonema de Karem. O homem foi até a casa da mãe e, ao chegar no local, já encontrou Maria de Lourdes morta, caída no chão da sala, segundo o capitão Hugo.
Crime teria sido motivado por uma discussão entre mãe e filha. Em depoimento à polícia, a suspeita alegou que Maria de Lourdes queria cortar o cabelo da neta, mas ela não concordava.
Discussão escalonou ao nível em que Karem matou a própria mãe com "inúmeras facadas". "Elas entraram em luta corporal e, segundo Karem, a mãe desferiu um golpe de faca no pé dela, e aí ela pegou outra faca que estava em cima da mesa e golpeou a mãe inúmeras vezes. Ela falou que não lembra a quantidade, mas que só parou [de esfaquear a mãe] quando cansou", disse o capitão Hugo.
Mãe e filha tinham uma relação difícil, com brigas constantes, segundo a investigação. No ano passado, Maria de Lourdes havia registrado ocorrência contra Karem e solicitado uma medida protetiva. Dias depois, porém, a mulher retirou a queixa contra a filha.
Karem foi encaminhada ao sistema prisional de Goiás e está à disposição da Justiça. Ela vai responder pelo crime de homicídio qualificado no contexto de feminicídio e violência doméstica. O UOL não conseguiu contato com a defesa dela. O espaço segue aberto para manifestação.
Caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás. A corporação disse realizar diligências para apurar as circunstâncias do ocorrido. Órgão também explicou que a filha da suspeita foi entregue aos cuidados do pai biológico.