Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Brasil

Dois terços das mulheres assassinadas com armas de fogo são negras

11 mar 2024 às 16:48
Por: Agência Brasil
Freepik

São negras 68,3% das mulheres assassinadas com armas de fogo no Brasil, segundo a pesquisa O Papel da Arma de Fogo na Violência Contra a Mulher do Instituto Sou da Paz. O estudo foi elaborado a partir dos registros de mortes violentas do Ministério da Saúde em 2022 e também da série histórica até 2012.


Em média, morrem, segundo a pesquisa, 2,2 mil mulheres baleadas todos os anos, o que representa cerca de metade dos assassinatos de mulheres no país. Em 2022, 60% das vítimas femininas dos 1,9 mil homicídios registrados no ano tinham entre 20 e 39 anos de idade.


Em 27% dos casos de mulheres mortas por armas de fogo, o crime ocorreu dentro da própria casa da vítima. Entre as mulheres não negras o índice fica em 34%. Entre os homens mortos por ferimentos à bala, apenas 12% dos casos foram na residência da vítima.


Nos casos em que não chegam a morte da vítima, em ao menos 25% há a suspeita de que o agressor estava sob a influência de bebidas alcoólicas. O percentual chega a 35% nas situações ocorridas dentro de casa. No entanto, em 45% das notificações não há a informação se o agressor havia bebido ou não, o que pode ocultar uma taxa ainda maior.


A partir dos dados, o estudo afirma que “as armas de fogo são um fator de risco de violência, especialmente a violência homicida”. Segundo as conclusões da pesquisa, esse tipo de armamento eleva o risco de morte em casos de violência doméstica ou relacionada a relações afetivas.

Outras notícias

Anvisa aprova regras para produção de cannabis medicinal no Brasil

Após debates, Lula dá 5,4% de reajuste no piso dos professores

Argentina acusada de racismo no Rio coloca tornozeleira eletrônica


O estudo destaca ainda que 43% das mulheres assassinadas por armas de fogo, em 2022, foram mortas por uma pessoa próxima, como parceiros íntimos, amigos e familiares. “Em um terço dos casos a vítima já tinha sofrido outros episódios de violência”, acrescenta a pesquisa.


A pesquisa destaca a necessidade de atenção às vítimas que sobrevivem a agressões, devido à tendência de repetição da violência.


Para buscar reduzir os assassinatos de mulheres, a pesquisa lembra que desde 2021 foi instituído por lei o Formulário Nacional de Avaliação de Risco de Violência Doméstica e contra a Mulher. O procedimento foi criado para identificar fatores de risco e subsidiar as decisões do Judiciário para proteção das vítimas.


Entre os itens de avaliação está a existência de ameaça anterior com armas de fogo ou o acesso do agressor a esse tipo de armamento. Nesses casos, a classificação de risco deve ser do grau mais alto.

Veja também

Relacionadas

Brasil
Imagem de destaque

Brasil tem mais de 365 mil pessoas em situação de rua, diz estudo; SP lidera

Brasil
Imagem de destaque

Homem rouba moto sofre grave acidente e tem perna e órgãos genitais amputados

Brasil

Horário de verão pode voltar ao Brasil; governo ainda avalia retorno da medida

Brasil

Flordelis passa mal na prisão: advogada fala em AVC, mas secretaria nega

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Colégio particular de Londrina corta bolsa integral de aluno e descumpre liminar; família recorre

Brasil e mundo
Brasil

Pastor condenado por estuprar menina é morto a tiros em praça de MT

Cidade
Londrina e região

Vereador de Ibiporã se manifesta após acidente e alega desorientação por automedicação

Brasil e mundo
Brasil

Grávida relata rotina com marido e outras 5 mulheres em SP: "Todas vão ser mães"

Cidade
Londrina e região

Adolescente de 16 anos é apreendido após matar homem a facadas em Cambé

Podcasts

Podcast Café com Edu Granado | EP47 | Conexão, Resultado e Estratégia | Lucas e Adailton

Podcast do Marcelo Villa | EP 1 | Acelera: 2026, Um Ano Muito Rápido

Podcast Falando de Gestão | EP 45 | Evolução e Práticas do ESG

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.