Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Brasil

STF adia análise sobre busca pessoal com base na cor da pele

03 mar 2023 às 07:27
Por: Agência Brasil
Foto: José Cruz / Agência Brasil

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) adiou nesta quinta-feira (2) a continuidade do julgamento de um pedido de liberdade feito por um jovem negro que alega ter sido abordado e preso pela polícia com base na cor de sua pele. 


O julgamento foi interrompido com o placar de 3 a 1 pela rejeição do habeas corpus. O processo começou a ser julgado na quarta-feira (1º), quando acusação e defesa apresentaram argumentos. A análise deve ser retomada na próxima sessão plenária, marcada para quarta-feira (8). 


Oito entidades autorizadas também se manifestaram sobre o tema, todas apontando a discriminação na abordagem policial e o racismo estrutural como um traço característico das polícias e instituições em geral no Brasil.


A Procuradoria-Geral da República (PGR) argumentou que o caso não está relacionado a racismo, pois foram outros elementos, e não cor da pele, que determinaram a abordagem policial, como o fato de o local da prisão ser conhecido na cidade como ponto de tráfico de drogas. 


Voto

Outras notícias

Atleta de 13 anos morre após passar mal em etapa dos Jogos Escolares

Homem morre e esposa é baleada ao tentarem apartar briga no trânsito

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 40 milhões


Nesta quinta-feira (2), o relator do pedido de liberdade, ministro Edson Fachin, votou por anular a condenação do homem. Ele julgou ter havido o chamado perfilamento racial - quando a abordagem policial é baseada em estereótipo de raça. 


“O sistema de justiça ainda não deu mostras de que tenha desativado a rede de estereótipos que atribui aos corpos negros sentidos sociais negativos”, afirmou Fachin. Ele disse que “é dever desta Suprema Corte reconhecer não apenas ausência de justa causa, mas causa injusta aquela que determina abordagens policiais com base na cor da pele”. 


Além de conceder o habeas corpus, o relator sugeriu o estabelecimento de uma tese, a ser aplicada a casos similares, segundo a qual a busca pessoal sem mandado judicial “deve estar fundada em elementos concretos e objetivos de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos e papéis que constituam corpo de delito, não sendo lícita a realização da medida com base na raça, cor da pele ou aparência física”. 


Divergência


Até o momento, discordaram do relator os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Para a divergência, o caso concreto não permite comprovar a ocorrência do perfilamento racial, embora estejam de acordo a respeito da necessidade de se combater o fenômeno. 


“Não há aqui como se afirmar que foi preso porque a polícia olhou, viu uma pessoa negra, foi lá e prendeu. A pessoa não estava num local que é tradicionalmente um ponto de droga. Estava fazendo o modus operandi
 [do comércio de drogas]”, destacou Moraes. 


Ainda assim, o ministro reconheceu que o racismo estrutural “é uma chaga brasileira”, a qual deve ser combatida e estripada das instituições. Moraes também apontou estudos que comprovam a ocorrência do perfilamento racial, e disse que as instituições de segurança pública têm buscado soluções para o problema. 


Caso concreto 


No caso concreto, o rapaz foi abordado em uma esquina de Bauru (SP), sendo flagrado por policiais com 1,58 grama de cocaína no bolso. À justiça, o preso disse ser usuário de drogas. Ele acabou sendo condenado a sete anos e onze meses de prisão por tráfico de drogas. A pena foi depois reduzida para dois anos e onze meses na segunda instância. 


Na descrição feita pelo policial responsável pela ocorrência, o agente disse que “avistou ao longe um indivíduo de cor negra que estava em cena típica do tráfico de drogas, uma vez que ele estava em pé, junto ao meio-fio, em via pública, e que um veículo estava parado junto a ele”. 


A tese sobre a ocorrência do perfilamento racial na abordagem foi levantada no STJ (Superior Tribunal de Justiça), para onde caso foi enviado após sucessivos recursos da defensoria pública.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Brasil

Vídeo: Motociclista morre após ser atingido por caminhão

Brasil
Imagem de destaque

Homem joga carro em alta velocidade contra mulher

Brasil

Universidade investiga suposto trote após cachorro comunitário ser pintado com tinta

Brasil

Vídeo: homem provoca incêndio em casa de ex-companheira

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

5º BPM de Londrina terá mudança de comando na próxima sexta

Cidade
Cascavel e região

Jovem de 15 anos mata o pai com facada no bairro Santa Felicidade

Cidade
Londrina e região

Produtores rurais cobram cooperativa após fechamento em Tamarana

Cidade
Londrina e região

Suspeito armado morre em ação do Choque na zona norte

Brasil Urgente
Londrina e região

Menina morre após 100 dias no HU e família aponta erro médico

Podcasts

Sem Cerimônia | EP 4 | O Futuro do Direito de Família | Elisângela Ribeiro e Juliana Tavares

Podcast PodFala com a Tai | EP 15 | O Valor do Sertanejo Clássico | Victor e Geovane

Podcast PodGuest | EP 25 | Experiência e Inovação em Eventos | Alencar Santos

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.