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Tratamento estudado no Brasil pode reverter paralisia após lesões de medula

Estudos apontam resultados promissores com a polilaminina, que deve passar por mais testes
10 set 2025 às 14:54
Por: Band - Olívia Freitas
Imagem: Reprodução

A caminhada ainda é surpreendente para os médicos que atenderam o bancário Bruno Drummond de Freitas no dia 28 de abril de 2018.


“Eu estava indo para o aniversário da minha avó, de carro, com meu pai. Meu pai estava dirigindo”, relembra. “Deitei no banco de trás – deitado, sem cinto – e dormi. Não lembro de mais nada. Acordei pós-cirurgia.”


Os médicos contaram a Bruno que o carro da família havia se envolvido em um acidente, no qual ele machucou o pescoço e havia perdido os movimentos do pescoço para baixo. Na ocasião, ele sofreu uma lesão completa na medula.


“Foi um baque”, reconhece.


Mas a história de Bruno é diferente de muitas outras com estes mesmos elementos. Sete anos depois de receber um diagnóstico de que jamais voltaria a andar, ele é uma pessoa independente. E o caso dele é apresentado como uma esperança da ciência.

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Para que o corpo se movimente, os neurônios enviam mensagens do cérebro para outras partes do corpo. Quem leva essa informação é o axônio, parte do neurônio responsável pela condução dos impulsos elétricos. Na lesão, ele se desfez, provocando a paralisação.


É aí que entra em cena a laminina, uma proteína produzida pelo nosso corpo – mas em quantidade insuficiente para refazer os axônios. Os pesquisadores descobriram que, quando ela é multiplicada, ela pode agir na lesão, ajudando o neurônio a se regenerar.


“O próprio processo associado a essa lesão vai fazer com que o tecido da medula se degenere progressivamente nos primeiros dias”, explicou Tatiana Sampaio, pesquisadora da UFRJ responsável pela pesquisa que teve Bruno como objeto de estudo. “E a gente sabe que a laminina tem um papel de promover a sobrevivência dos neurônios.”


O estudo da UFRJ, único no mundo, foi testado em oito pacientes – incluindo Bruno. Ele recebeu injeções de polilaminina diretamente na coluna 24 horas depois do acidente.


“Teve um certo momento ali nessa evolução que eu mexi o dedão do pé. E aí elas me explicaram que, se mexeu o dedão do pé numa lesão dessas, significa que o cérebro está mandando sinal até a extremidade. Então, o sinal está passando pelo corpo. Aí, começou a mudar o diagnóstico dos médicos”, conta o bancário.


Atualmente, 15% das pessoas que sofreram lesões completas na medula conseguem recuperar parte dos movimentos. Entre os que receberam a proteína do estudo, o número chegou a 75%.


A pesquisa ainda está em fase experimental. A farmacêutica Cristália aguarda a autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para iniciar os testes clínicos com mais pacientes – fase fundamental para confirmar os resultados e garantir a segurança do medicamento, que é feito a partir da placenta.


“Para o estudo clínico fase 1 e fase 2, nós temos aí minimamente três anos para que isso aconteça e esses resultados sejam obtidos”, anunciou Rogério Almeida, vice-presidente da empresa. “A gente está focando muito mais na aprovação dos estudos clínicos, para que a gente possa começar com isso, para que depois a gente possa conversar com o Ministério da Saúde de como ele visualiza a possibilidade de distribuição ou de comercialização do medicamento.”


Quanto mais cedo for usado em caso de traumas e acidentes, melhor o resultado. Mas a pesquisa também tem se mostrado promissora para pessoas que já convivem com a paralisia. Sete voluntários foram avaliados, e todos apresentaram alguma melhora.


É o caso de Hawanna Ribeiro, que usou a medicação três anos depois do acidente que a deixou paralítica. Hoje ela é atleta paraolímpica de rúgbi.


“Hoje, por exemplo, eu vou ao shopping sozinha”, conta ela, sorridente. “Fui ao cinema sozinha. Isso para mim é muita coisa – para quem não ia mover nada do pescoço para baixo, é muita coisa.”

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