O Paraná pode estar entre os grandes beneficiados com a concretização do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Com uma pauta diversificada e forte presença do agronegócio, o estado acompanha com expectativa o avanço do tratado, que promete facilitar o comércio internacional e ampliar oportunidades para exportadores paranaenses.
As projeções do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) são otimistas em relação aos impactos econômicos do acordo. Somente em 2025, as exportações do Paraná para a União Europeia somaram US$ 2,46 bilhões, o equivalente a 10,4% de tudo o que o estado vendeu ao exterior, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A avaliação é de que os ganhos para a economia paranaense ocorram de forma progressiva ao longo dos anos.
Entre os principais produtos exportados, o destaque é o agronegócio. O farelo de soja lidera a pauta de vendas para o bloco europeu, seguido pela madeira compensada e pela carne de frango in natura. Além dos produtos agropecuários e agroindustriais, o Paraná também se sobressai na exportação de máquinas de terraplanagem, produtos químicos e partes de motores para veículos, evidenciando a diversificação da economia estadual.
O acordo Mercosul–União Europeia é um tratado de livre comércio que prevê a redução gradual de tarifas de importação, além de avanços em regras sobre comércio de bens e serviços, compras governamentais e propriedade intelectual. A expectativa é de menos burocracia e maior integração entre os mercados.
Entre os produtos brasileiros com maior perspectiva de ganho estão os cafés solúveis, torrados e moídos, que terão redução gradual das tarifas até chegar a zero. Atualmente, o café solúvel paga 9% de imposto para entrar na União Europeia. O setor de carnes também deve ser beneficiado. A carne de frango, na qual o Paraná é o maior produtor e exportador do Brasil, contará com uma cota de 180 mil toneladas, com perspectiva de redução tarifária até a isenção total.