O Ministério Público denunciou os quatro seguranças envolvidos na morte do adolescente Luís Fernando, de 14 anos, em Medianeira, por homicídio qualificado. A denúncia inclui quatro qualificadoras: emboscada, motivo fútil, meio cruel e uso de recursos que dificultaram a defesa da vítima.
Os quatro homens denunciados eram funcionários de uma empresa de segurança terceirizada que prestava serviços à prefeitura. Além da morte do adolescente, um jovem de 18 anos também foi agredido na mesma ocasião, mas sobreviveu. Dos quatro seguranças, Jonatan Barbosa dos Santos está preso e os outros três, Gustavo dos Santos Ribeiro, Gabriel Barbosa dos Santos e Lucas Souza dos Santos estão foragidos.
A Polícia Civil acredita que os seguranças podem ter fugido para o Paraguai devido à proximidade de Medianeira com a fronteira, o que dificulta a investigação e a localização dos suspeitos.
Relembre o caso:
Segundo a Polícia Civil, os quatro seguranças indiciados planejaram o crime impulsionados por um desejo de vingança, devido a "supostos atos de vandalismo" que teriam sido cometidos pelas vítimas em ocasiões anteriores na prefeitura da cidade.
Apesar de os garotos estarem colhendo mangas no momento das agressões, a polícia acredita que isso não tenha nenhuma relação com o caso.
As investigações revelaram que os suspeitos trocaram mensagens em um grupo de WhatsApp, onde um deles sugeriu "dar um susto" nos adolescentes. No entanto, a polícia acredita que a ação foi premeditada e que o local do crime foi escolhido estrategicamente por ser pouco iluminado, facilitando a emboscada. Um dos suspeitos chegou a afirmar em depoimento que a intenção era apenas intimidar e coagir os jovens, mas a violência empregada resultou na morte de Luís, que sofreu traumatismo cranioencefálico grave e trauma de tórax devido às agressões.
Após localizá-los, os seguranças surpreenderam Luís e seus amigos, impedindo-os de sair do local. Na sequência, as vítimas foram agredidas com um bastão, resultando na morte de Luís Fernando Chiarentin.