Cães, gatos, peixes e passarinhos fazem parte da rotina das famílias brasileiras há décadas e seguem como os pets mais comuns. O cachorro, por exemplo, é conhecido pelo forte vínculo com o tutor, como é o caso de Mel, animada, brincalhona e muito apegada à família. No entanto, nos últimos anos, um novo perfil de tutor tem surgido: pessoas que optam por criar animais considerados exóticos dentro de casa.
Cobras, lagartos, tartarugas, coelhos, galinhas, furões e até aranhas, antes vistos apenas em zoológicos, sítios ou ambientes controlados, passaram a ocupar espaço nos lares. A procura por esses animais diferentes tem aumentado de forma significativa, impulsionada pela curiosidade, afinidade e pelo desejo de contato com outras espécies.
Apesar do crescimento, especialistas alertam que esses animais exigem cuidados específicos e bem diferentes dos pets tradicionais. Pensando nisso, o veterinário João se especializou no atendimento de animais exóticos. Ele atua desde o cuidado com pequenos peixes até o manejo de cobras de grande porte e reforça que a decisão de ter um animal desse tipo deve ser tomada com muita responsabilidade.
Na clínica, João convive diariamente com espécies diferentes. A mascote do local é a Floki, uma mini coelha que recebe atenção, cuidados especiais e muito carinho dos tutores. Já na casa da Luana, o sonho de infância se realizou com a chegada de uma galinha carijó, criada como pet. Hoje, a ave se tornou companheira inseparável da filha da família.
Suellen também é apaixonada por animais exóticos, especialmente as tartarugas. Ela destaca que os cuidados com essas espécies vão além da alimentação, envolvendo manejo correto, higiene, ambiente adequado e atenção durante o contato direto.
Sejam animais domésticos ou exóticos, todos criam algum tipo de conexão com seus tutores. No entanto, especialistas reforçam: informação, preparo e acompanhamento profissional são fundamentais para garantir o bem-estar dos animais e a segurança de quem convive com eles.