Temos acompanhado na última semana a discussão e mobilização de pais, que após a recomendação do Ministério Público para a exigência do comprovante da vacinação da covid-19 para a renovação de matrícula nas escolas, pedem o direito de escolher sobre a imunização dos filhos. Ontem a associação de família de Cascavel também levou até o MP o pedido para que a medida seja revista.
O documento da associação da família foi protocolado durante a tarde na oitava promotoria de justiça é um pedido de revisão da exigência da imunização de crianças sob alegação de que a informação tem assustado as crianças.
Ainda durante a tarde o assunto também esteve na pauta da comissão de saúde da câmara de vereadores. P projeto de lei de autoria do vereador Rômulo Quintino, propõe a proibição da cobrança do passaporte sanitário, ou seja a comprovação da imunização em locais públicos e privados, incluindo o público de 5 a 11 anos.
Único voto contrário, o presidente da comissão, Edson Souza reforça que o avanço da imunização é responsável pelo cenário atual da pandemia, com redução drástica de casos e internamentos e que a cobrança pela proteção tem base científica e não pode se tornar bandeira eleitoral.
o projeto foi aprovado por dois votos favoráveis e um contrário e deve ir para a votação no plenário em breve. Questionado sobre os impactos do projeto de lei, caso seja aprovado, na recomendação do MP, o promotor Luciano Machado afirmou em nota que como o ministério público não pode interferir em assuntos do poder legislativo, essa questão só será analisada quando se tornar lei.
Confira mais detalhes na reportagem de Fernanda Toigo, exibida no Jornal Tarobá 1ª Edição.