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Casas-lares são abrigos de cerca de 100 crianças e adolescentes em Londrina

Quem toma a decisão se a criança ou adolescente precisa ir para uma casa acolhedora é a justiça, através da Vara da Infância e Juventude
24 out 2024 às 20:25
Por: Portal Tarobá

Atualmente, mais de 100 crianças e adolescentes são acolhidos em locais conhecidos como casa-lar, em Londrina. Os moradores dessas casa sofreram algum tipo de violência doméstica e precisaram ser afastados de suas famílias.

 

A Secretaria de Assistência Social é quem administra e financia todos os custos desses locais. São 10 casas-lares mantidas por entidades: cinco são responsabilidade do MMA (Ministério de Missões e Adorações) e as outras cinco pelo Nuselon (Núcleo Social Evangélico de Londrina). “Nós ficamos como tutores dessas crianças. Objetivo principal é manter a qualidade de vida delas. Lembrando que é um serzinho que tinha uma casa. Então é necessário que ela venha para um lar, não uma instituição”, explicou Jacqueline Micali, secretária de Assistência Social.  

 

Quem toma a decisão se a criança ou adolescente precisa ir para uma casa acolhedora é a justiça, através da Vara da Infância e Juventude. Enquanto o processo corre judicialmente, eles são acolhidos. “Todas as nossas crianças sofreram algum tipo de violação sexual ou se violência grave do corpo e também psicológica. Aqui é um local de proteção, muitas vezes da vida”, salientou Jacqueline.    

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Nas casas-lares, as crianças e adolescentes tem uma rotina normal. Vão à escola, tomam café da tarde e contam ainda com o acompanhamento psicológico e nutricional.

 

Ainda segundo a Secretaria de Assistência Social, a capacidade máxima das casas já foi atingida, então o município precisa financiar também o custo adicional necessário.

 

A coordenação do espaço é feita pela assistência social, mas quem cuida do lar são as educadoras. “Onde tem a maior quantidade de crianças menores demanda mais cuidado, por isso temos três educadores. Já onde temos adolescentes e crianças maiores, são uma dupla de educadores”, disse a coordenadora Jéssica Guelfi. 

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