Duzentas e quatorze crianças do Centro de Educação (CEI) Menino Jesus, na zona leste, podem ficar sem atendimento após retorno das férias de julho. O motivo é que as dívidas da gestão anterior estão sendo cobradas à gestão atual, mesmo após acordo com a prefeitura de Londrina.
Receosos de uma possível suspensão nos atendimentos, ou até um fechamento da creche, pais e responsáveis realizaram um protesto em frente ao CEI.
Atualmente, 214 crianças (dos 4 meses aos 5 anos de idade) são atendidas pelo Centro, que também emprega 30 funcionários, dos quais 22 professores.
“Como é que eu vou ficar sem creche, tendo que trabalhar pra sustentar meus filhos?” é a pergunta de Ana Cláudia Araújo, que se vê prejudicada com a evidente situação.
A Associação Beneficente dos Bairros da Amizade foi convidada a assumir a direção em fevereiro, após uma intervenção do Ministério Público (MP) por causa de dívidas.
A promessa era ficar com a parte educacional e não com o passivo financeiro.
Segundo Celso Sato, advogado, “a Secretaria de Educação se comprometeu que isso não aconteceria; não teria problema nenhum em nome da Associação. E não é isso que está acontecendo: infelizmente são várias ações ajuizadas diariamente e a Associação está respondendo por tudo isso, não tendo como ficar à frente”.
A creche entra em recesso no próximo dia 08/07 sem certeza se voltará às atividades no dia 28/07. A atual direção não sabe o tamanho da dívida. Sabe, sim, que existem mais de 30 ações trabalhistas deixadas por gestões anteriores.
Adélia Luiz Pires, presidente da Associação, diz que “a Associação Beneficente não pode ter o nome sujo por tais dívidas - que não são dela”.
A reivindicação dos pais é que o atendimento seja mantido e com a mesma direção.
Joyce Maria Carlos, mãe, diz que “com a Dna. Adélia tomando conta da creche, melhorou muito, tanto a higienização das crianças, quanto a limpeza. Se há problemas, nós ficamos sabendo”. Ela ainda se solidariza com a causa: “nós não queremos que ela saia, mas entendemos que eles não podem fazê-la pagar por uma conta que não é dela” finaliza.
Em nota, a Secretaria de Educação informa que está estudando a melhor solução e que todas as crianças serão atendidas.