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Estímulo ao turismo sustentável que gera identificação é destaque em encontro em Foz do Iguaçu

01 jun 2023 às 08:08
Por: Agência Estadual de Notícias

O perfil do visitante em ambientes naturais, a integração das populações tradicionais no manejo das Unidades de Conservação (UC) e a importância da qualificação e da segurança do visitante nos parques. Esses foram os temas dos três painéis que abriram o 1º Encontro Nacional de Uso Público, Turismo e Meio Ambiente – mercado atual, desafios e oportunidades, nesta quarta-feira (31), no Rafain Palace Hotel e Convention, em Foz do Iguaçu, na região Oeste.


Organizado pelo Instituto Água e Terra (IAT), em parceria com o Instituto de Ciência e Tecnologia em Biodiversidade (ICTBio), o evento ocorre paralelamente às atividades da 18ª edição do Festival das Cataratas. O Encontro Nacional vai até sexta-feira (2).


“O primeiro dia foi bem importante, com discussões interessantes que certamente terão impacto no uso públicos de unidades naturais de conservação. O evento visa a discussão entre os estados para pensar a sustentabilidade de forma estratégica no setor do Turismo, e posso dizer com convicção que começamos muito bem”, destacou o diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto.


“Esse evento é a possibilidade de unir todos os atores que hoje atuam diretamente nas Unidades de Conservação, poder discutir como melhorar a visitação e o turismo nessas unidades, e ao mesmo tempo valorizar e preservar a cultura local e apoiar a conservação do meio ambiente”, acrescentou.


Nesta quinta-feira (1º), segundo dia do evento, estão previstas discussões sobre “Os Novos e Velhos de Desafios do Uso Público”, às 14 horas; “Delegações de Uso e Parcerias - O que existe no Brasil?”, a partir das 15h45; e “O Futuro do Uso Público no Brasil, o que esperar?”, às 17h30. Haverá ainda, pela manhã, uma rodada de negócios com foco na gestão das UCs.

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PAINÉIS – O primeiro painel do Encontro Nacional foi composto pela diretora do site de turismo sustentável, Viajar Verde, Ana Cecília Duek; a presidente-executiva da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (BRAZTOA), Marina Figueiredo; o diretor da empresa Limber Software, Rodrigo Nerotika; e o gerente de projetos do Instituto Semeia, Rodrigo Goes. A moderação foi realizada pela Secretaria de Turismo do Paraná, através do Yure Lobo.


O debate buscou a identificação do perfil do consumidor do turismo sustentável, como trabalhar as áreas naturais para propor experiências aos visitantes e a importância de criação de dados nos parques visitados, com a descrição de perfil, horários e dias com maior visitação. “A partir do momento que eu tenho a união de dados dos meus consumidores, é possível manejar melhor a equipe, ter uma previsão de demanda, e entender também quem não está consumindo as atrações do local para passar a ser um visitante”, explicou Nerotika.


O segundo painel contou com a participação  do gerente de Projetos da Invest Paraná, Bruno Banzato; da diretora-executiva da Associação Sociocultural Yanawana do Acre, Laura Soriano; e de Julie Messias, secretária  de Meio Ambiente e Povos Indígenas do Acre. A moderação ficou a cargo da bióloga Erica Fernandes Pinto, idealizadora da iniciativa “Sítios Naturais Sagrados do Brasil´do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.


O debate foi dividido entre os desafios e alternativas para a elaboração de um projeto de turismo de natureza que atraia o público pelas vocações regionais, mas que não agrida a integridade natural local. “É oferecer um produto local com atenção especial às relações culturais, ambientais e sociais”, disse Banzato.

Laura Soriano compartilhou a experiencia turistica de imersão cultural e de vivência dentro da comunidade indígena feita para um público seleto e que evita a exploração comercial comum. “Pensamos os visitantes como pessoas conscientes que valorizam nossa cultura e natureza. Acreditamos na qualidade antes da quantidade, não queríamos mudar a forma de vida Yanawana para virar um comércio”, comentou.

Já Julie Messias encerrou o painel comentando sobre o papel dos agentes públicos na organização do turismo natural. “Precisamos entender o interesse de quem vai viajar ao local, a vocação de quem está sendo visitado, como proteger o ambiente e como efetivar uma política que torne o processo mais eficiente. Esse é o desafio”, afirmou.


PARQUES PARANÁ – O programa Parques Paraná foi um dos destaques do último painel do dia “A importância da Qualificação e da Segurança do Visitante no Uso Público”, que reuniu a gerente de áreas protegidas do IAT, Letícia Salomão; e o diretor da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA), Luiz Del Vigna.


Eles destacaram a importância de se ter procedimentos de segurança como influenciador do turismo nas Unidades de Conservação. A moderação foi realizada pela coordenadora estadual de turismo do Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae/PR), Patrícia Albanez.


Durante o painel, Salomão ressaltou as contribuições do eixo temático Paraná Aventura, que por meio de parcerias com a ABETA, o Sebrae/PR e a Secretaria Estadual de Turismo (SETU-PR), faz a gestão de segurança nas atividades de ecoturismo e turismo de aventura nas unidades de conservação contempladas no Parques Paraná.


“Sempre há riscos nas visitas em áreas naturais, seja pela questão da fauna ou pelas atividades que são propostas como os esportes de aventura, entre outros fatores naturais. Para isso, o IAT realiza regulamentações e cadastramento de empresas prestadoras de atividades de aventura e ecoturismo, e guias ou condutores de turismo em áreas naturais”, reforçou.


Ela ressaltou a importância do cadastramento pelo IAT de guias de turismo que atuam em Unidades de Conservação do Paraná. “A partir de 2024, apenas os guias que estiverem cadastrados no sistema do IAT poderão receber uma autorização do instituto para trabalhar nas UCs do Estado”, destacou.

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