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Insegurança no Cancelli: moradores relatam medo e pedem ações mais efetivas das autoridades

26 mar 2025 às 12:09
Por: Portal Tarobá

Sirlei nasceu e cresceu no bairro Cancelli, onde, quando criança, costumava brincar pelas ruas. No entanto, o cenário mudou. Hoje, ela e sua família vivem praticamente trancados em casa, para garantir a segurança de todos. Investiram em portão, grades nas janelas e câmeras de segurança, tudo para inibir a ação de criminosos. A insegurança na região, que tem aumentado constantemente, é um dos principais motivos para essas precauções.


Em frente à casa de Sirlei, é comum a passagem de pessoas, incluindo em situação de rua, pedindo dinheiro, comida ou até se oferecendo para cortar a grama em troca desses itens. Embora ela muitas vezes não se importe em ajudar, sente-se insegura, pois não sabe quando pode ou não abrir o portão. A preocupação é constante.


Sua cunhada e vizinha, Noemi, também compartilha da mesma inquietação. Ela, que sempre gostou de viver no Cancelli, afirma que conviver com a insegurança tem se tornado cada vez mais difícil. Para ela, além do policiamento, é necessário que a lei atue de maneira mais rigorosa para garantir a segurança da população.


O relato das duas moradoras reflete o sentimento de muitos outros residentes, que estão promovendo um abaixo-assinado pedindo ações mais efetivas das autoridades para combater a onda de crimes. A mobilização inclui moradores de bairros como Canadá, Country e Cancelli.


Marianice, moradora do bairro, está revoltada com o crescente número de roubos na região. Segundo ela, todos os dias ouve um relato diferente de furto ou assalto, o que a leva a viver com o portão fechado e sempre atenta a qualquer movimento suspeito. O medo é tanto que ela tem receio até de deixar sua filha adolescente ir comprar pão, uma simples tarefa, por conta da crescente violência.

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Como podemos perceber, o pedido dos moradores por mais segurança vem de várias partes da cidade. Essas são as solicitações de quem presencia os crimes de perto e não aguenta mais conviver com a realidade da violência crescente.

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