Em 2025, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) concluiu 27 projetos, média superior a dois por mês, contemplando áreas como sistema viário, ciclovias e mobiliário urbano. Segundo o presidente do IPPUL, Cláudio Bravim, o ano foi marcado por intensa atividade. Ele faz um balanço das ações realizadas em 2025 e apresenta as prioridades previstas para 2026.
De acordo com Bravim, a definição dos projetos parte de uma análise prévia do crescimento da cidade e das necessidades específicas de cada região. A priorização ocorre conforme o grau de urgência identificado nessas avaliações. Entre os 27 projetos executados estão intervenções em sistemas viários, mobilidade urbana, viadutos, trincheiras, ciclovias, mobiliário urbano, praças e calçadas, entre outras áreas.
No Centro de Londrina, o projeto do Trecho 5, nas proximidades do Teatro Ouro Verde, já está concluído e agora em fase de levantamento de custos. A proposta busca resgatar o desenho original de 1970, concebido por Jaime Lerner, com fiação subterrânea e a implantação de tecnologia de iluminação em LED. A expectativa é iniciar as obras no Calçadão ainda em 2026, com entrega prevista para o aniversário da cidade, em 2027.
Na região Sul, estão em andamento projetos de trincheiras na rotatória das avenidas Madre Leônia Milito e Ayrton Senna, além de melhorias na ligação com a PR-445. As intervenções têm como objetivo aliviar o tráfego após a abertura da Avenida Octávio Genta.
A expansão urbana também integra o planejamento do instituto, com estudos voltados à implantação de novas áreas residenciais nas regiões do Jardim Decche e União da Vitória. Já no setor industrial, o foco está na criação de parques industriais na região Norte, próxima a Cambé, e na zona de Irerê/Paiquerê, com a proposta de aproximar os postos de trabalho das áreas de moradia.
Para 2026, as prioridades do programa Londrina Inteligente são a mobilidade urbana, com atenção especial a pedestres, ciclovias e transporte coletivo e a humanização dos Fundos de Vale. Nesse contexto, também estão previstos projetos para os Fundos de Vale e o Lago Igapó, com o objetivo de transformar áreas antes vistas como obstáculos ou locais de descarte em parques iluminados, seguros e integrados à comunidade.