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Justiça determina interdição de instituição que abriga idosos em Maringá

10 mar 2022 às 09:54
Por: Redação Tarobá News

A Justiça determinou a suspensão imediata das atividades e a interdição de uma Instituição de Longa Permanência de Idosos (ILPI) privada em Maringá. Os motivo são irregularidades sanitárias e estruturais e falta de licenças para funcionamento. 

A liminar atende ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Paraná. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Paraná, que determinou que a ordem judicial seja cumprida em até 20 dias. Os internos precisam ser encaminhados para as famílias. Conforme apurado pelo MPPR, cerca de 50 idosos vivem no local.

O processo inclui documentos encaminhados pela Vigilância Sanitária e outras entidades que atestam os problemas apontados na ação. Como sustenta o MPPR nos autos, “A Promotoria de Justiça em momento algum requereu qualquer medida que não fosse lastreada por ampla prova, de sorte que a interdição da agravante decorreu de múltiplas irregularidades sanitárias e de acessibilidade, devidamente comprovadas nos autos. Irregularidades – frise-se mais uma vez – que colocam em risco a vida, a integridade e a saúde dos idosos.”

Irregularidades
Desde 2017, a Promotoria acompanha as atividades da ILPI, questionando problemas ligados a más condições sanitárias e de acessibilidade e falta de documentação necessária (licença sanitária, alvará do Corpo de Bombeiros e inscrição no Conselho Municipal dos Direitos do Idoso). 

Buscando sanar a questão de forma administrativa, o Ministério Público e a entidade firmaram um termo de ajustamento de conduta (TAC) para adequação às exigências devidas. Como as obrigações assumidas pela empresa não foram cumpridas, o MPPR ingressou com a ação judicial na qual fez o pedido de interdição, movido por uma nova situação: neste ano, um dos idosos abrigados na unidade foi hospitalizado com quadro de sinusite, pneumonia, infecção do trato urinário, herpes zostes e miíase em cavidade oral (presença de larvas na boca por falta de cuidados).

Além da ação civil pública, o Ministério Público ingressou com uma ordem de execução em que cobra R$ 1 milhão da empresa pelo descumprimento das obrigações assumidas no TAC. Nesse processo, já foram penhorados R$ 99.179,02 da instituição.

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