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Justiça mantém júri popular para médico envolvido em acidente fatal em Londrina

Vítima morreu em 2022 após ser atingida por veículo a 118 km/h; família ainda aguarda pagamento de indenizações e pensão determinada pela Justiça
05 jan 2026 às 19:30
Por: Portal Tarobá

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) manteve, por unanimidade, a decisão de levar a júri popular o médico Leonardo Guandalini Giovanni, acusado de causar o acidente que resultou na morte de Mário Laurentino Lisboa em maio de 2022. O réu responde por homicídio simples, e a decisão de levá-lo ao banco dos réus foi ratificada mesmo após as tentativas de recurso da defesa, que já ingressou com nova medida judicial para tentar reverter o entendimento.


O acidente ocorreu na rotatória das avenidas Maringá e Castelo Branco, um dos pontos de maior movimento de Londrina. Mário voltava do trabalho quando seu veículo foi atingido pelo Audi conduzido por Leonardo, que, na época com 25 anos, trafegava a mais de 118 km/h. Segundo os autos, o motorista estava sob efeito de álcool. Ele chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após o pagamento de uma fiança de R$ 20 mil.


A rotina de luto e dificuldades financeiras


Para a viúva, Raquel Lisboa, a espera por justiça completa quase quatro anos de dor e dificuldades. "A justiça tarda, mas não falha", afirma a cuidadora, que luta diariamente para sustentar a filha de 14 anos e manter a estrutura familiar após a perda do marido.


Além da esfera criminal, o caso tramita na área cível. Em agosto de 2024, a Justiça determinou que o médico pagasse uma indenização de R$ 100 mil para cada familiar da vítima, além de uma pensão mensal de aproximadamente R$ 930. No entanto, segundo a família e a assistência de acusação, os valores ainda não foram pagos.


Próximos passos judiciais


O advogado Mário Barbosa, que atua como assistente de acusação, acompanha o desenrolar dos recursos protelatórios. Enquanto o réu segue exercendo a profissão de médico em um hospital da região, a família Lisboa aguarda o agendamento do julgamento.


A decisão do TJ-PR de manter o júri popular é vista pela acusação como um passo fundamental para que o caso tenha um desfecho definitivo. Para Raquel e seus filhos, a condenação representa a possibilidade de encerrar um ciclo marcado pela impunidade e pela saudade.

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