As investigações sobre o assassinato de David Schmitth Prado, de 37 anos, ganharam um novo capítulo jurídico nesta terça-feira (6). O MP (Ministério Público) solicitou formalmente que a prisão em flagrante do suspeito seja convertida em prisão preventiva. O pedido da promotoria baseia-se na brutalidade do ataque e na necessidade de garantir a ordem pública, dado o impacto do crime ocorrido em uma academia na zona sul de Londrina.
O caso surpreende as autoridades pelo perfil dos envolvidos: de acordo com o delegado Sílvio Cardoso, nem a vítima, nem o agressor possuíam ficha criminal ou qualquer histórico de violência anterior.
Dinâmica da Brutalidade: O que mostram as imagens
As câmeras de segurança do estabelecimento registraram a sequência do ataque, que reforça a tese de crime qualificado:
Emboscada: O agressor aguardou David do lado de fora da academia.
Ataque Inicial: Assim que a vítima apareceu, o suspeito desferiu os primeiros golpes de faca.
Perseguição: Mesmo ferido, David correu para o interior do local buscando socorro, mas foi perseguido pelo agressor.
Consumação: No total, a vítima foi atingida por cinco facadas.
O ataque só foi interrompido graças à intervenção de um policial militar de Ivaiporã que treinava no local e conseguiu render o suspeito até a chegada das viaturas do 5º BPM.
Motivação e Linha de Defesa
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido motivado por ciúmes, embora a investigação ainda busque provas técnicas que confirmem a relação passional.
Por outro lado, a defesa do suspeito, representada pela advogada Thaís Indiara, sustenta que o homem vinha sofrendo com problemas psicológicos severos, o que teria provocado um surto de violência. Durante o depoimento oficial, o acusado optou por permanecer em silêncio, exercendo seu direito constitucional.
Próximos Passos
Com o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público, a decisão agora cabe ao Poder Judiciário.
Audiência de Custódia: Está marcada para esta quarta-feira (7).
Qualificadoras: A Polícia Civil trata o caso como homicídio qualificado, considerando que o ataque dificultou a defesa da vítima e ocorreu em um ambiente de grande circulação, o que pode elevar significativamente a pena em caso de condenação.