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Mitos e verdades: especialista alerta sobre os riscos no uso das canetas emagrecedoras

Durante o Tempo Quente, com Rodrigo Marine, o médico esclareceu dúvidas sobre a segurança dos medicamentos
12 fev 2026 às 15:05
Por: Portal Tarobá

As canetas emagrecedoras estão transformando o tratamento da obesidade no Brasil, mas também acendem um alerta sobre possíveis riscos à saúde. Em entrevista ao Tempo Quente, apresentado por Rodrigo Marine, o endocrinologista Otton Raffo esclareceu dúvidas sobre a segurança dos medicamentos. Segundo o especialista, apesar de relatos de efeitos adversos graves, as evidências científicas indicam que os benefícios superam os riscos para pacientes com doenças associadas.


Um dos pontos abordados foi a relação entre o uso dessas substâncias e a pancreatite. O médico explicou que a inflamação do pâncreas é um evento raro, registrado em menos de 1% dos pacientes nos estudos. Ele detalhou que o medicamento pode favorecer a formação de cálculos biliares, principal causa da pancreatite, muitas vezes já existente de forma silenciosa antes do início do tratamento.


O especialista destacou que as medicações são fundamentais no controle do diabetes tipo 2 e da obesidade crônica, contribuindo também para a melhora da gordura no fígado e da hipertensão. No entanto, criticou o uso indiscriminado ou “recreativo” por pessoas que buscam apenas emagrecimento estético.


Na comparação com a cirurgia bariátrica, o endocrinologista afirmou que as canetas não substituem o procedimento em casos de obesidade severa, mas podem atuar como aliadas no pós-operatório. Segundo ele, cerca de metade dos pacientes apresenta reganho de peso, e o uso assistido dos hormônios pode ajudar a estabilizar o metabolismo ao atuar no controle da saciedade.


O médico também alertou para contraindicações. Pessoas com histórico de pancreatite, cálculos biliares ou casos raros de câncer de tireoide devem evitar o uso. Ele reforçou ainda a necessidade de cautela com idosos, devido ao risco de perda de massa muscular, e com crianças, que só devem utilizar a medicação sob critério médico rigoroso após tentativas de mudança no estilo de vida.


Ao final, o especialista enfatizou que a obesidade é uma doença crônica, que exige tratamento contínuo e acompanhamento profissional, sendo desaconselhado o uso por conta própria para evitar complicações e preservar a saúde a longo prazo.

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