Com o início das aulas marcado para o dia 5 de fevereiro, as papelarias de Londrina já registram um fluxo intenso de consumidores. O cenário é de pranchetas nas mãos e listas extensas, enquanto pais e filhos tentam equilibrar o desejo pelas novidades com o orçamento familiar.
Percepção de preços e variedade
Apesar da inflação acumulada, o sentimento de muitos consumidores e empresários é de que os preços estão mais estáveis em comparação ao ano passado. Itens como cadernos de personagens e materiais personalizados continuam sendo os mais procurados pelas crianças, enquanto os pais focam em itens básicos para garantir a economia.
De acordo com o empresário Luiz Fernando Delfial, proprietário de uma papelaria no centro, a segunda quinzena de janeiro é o período de pico para o setor. Ele destaca que, até o momento, o maior movimento é proveniente de alunos da rede particular.
Cartão Material Escolar da Prefeitura
A grande expectativa para 2026 é a estreia do Programa Cartão Material Escolar, sancionado pelo prefeito Tiago Amaral, que prevê o repasse de créditos (em torno de R$ 200) para que famílias da rede municipal comprem os itens escolares diretamente nas papelarias credenciadas.
No entanto, há uma indefinição sobre o prazo:
-
Atraso no cronograma: A Secretaria Municipal de Educação informou que o cartão não deve estar operacional no primeiro dia de aula (5 de fevereiro) devido a ajustes no credenciamento das empresas.
-
Kit de emergência: Para garantir que nenhum aluno fique sem material, a prefeitura deve fornecer kits básicos tradicionais até que os cartões sejam entregues e desbloqueados.
Comerciantes locais afirmam estar preparados para atender a demanda assim que o benefício for liberado, o que deve estender a temporada de vendas para além do início de fevereiro.