Um homem de 32 anos foi preso suspeito de manter a companheira em cárcere privado e submetê-la a agressões físicas, psicológicas e sexuais em um hotel na região central de Londrina, no norte do Paraná. A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar, por meio da equipe RPA e da Patrulha Maria da Penha, e é considerada de extrema gravidade.
Segundo a PM, a vítima informou que é do estado de São Paulo e que veio a Londrina para acompanhar o parceiro. No entanto, após a chegada à cidade, passou a ser mantida presa dentro do hotel contra a própria vontade.
A mulher relatou que estava em cárcere privado havia cerca de dois meses, período em que sofreu agressões físicas, como socos e tapas, além de queimaduras provocadas por cigarro em diversas partes do corpo. Ainda de acordo com o relato, o agressor teria cortado o cabelo da vítima.
Os policiais constataram sinais severos de privação e maus-tratos. A vítima afirmou que estava sem se alimentar desde a última terça-feira (27) e que, nos últimos dois meses, não conseguia realizar refeições de forma adequada.
Conforme a Polícia Militar, o suspeito exercia controle total sobre a rotina da vítima, permitindo que ela tomasse banho ou utilizasse o celular apenas sob supervisão. Também foram identificados indícios de violência psicológica, patrimonial e sexual.
O homem, que havia fugido do local, foi localizado e preso pelas equipes policiais. Ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça.
A vítima recebeu atendimento especializado da Patrulha Maria da Penha e foi acolhida pelo Centro de Atendimento de Referência à Mulher (CAM).
A Polícia Militar reforça a importância das denúncias em casos de violência doméstica. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181 ou pelo WhatsApp (43) 98843-7689, canal exclusivo para a área atendida pelo 5º Batalhão da PM.