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Palhaço Arnica estreia espetáculo solo "Herança: era só o que me faltava" em Londrina

Com patrocínio do PROMIC, a peça celebra a arte da palhaçaria a partir de um baú de herança e será apresentada gratuitamente na DAC/UEL
03 dez 2025 às 12:14
Por: Assessoria de Imprensa
Foto: Bruno Ferraro

Um baú deixado de herança por um tio, que já foi palhaço, para o sobrinho que também carrega o nariz vermelho. Uma grande caixa cheia de lembranças, uma herança insólita e que, para além da nostalgia, vem cheia de graça. A partir desse episódio, o Palhaço Arnica, há quase 30 anos interpretado por Luís Silva, celebra a arte da palhaçaria com o espetáculo “Herança: Era só o que me faltava”, com estreia marcada para o dia 09 de dezembro, às 19h na Divisão de Artes Cênicas da UEL (DAC). Duas novas sessões serão realizadas no dia 10, no mesmo local, às 16h e 19h. A temporada segue com apresentações no Sesc Cadeião,  nos dias 31 de janeiro, às 19h e no dia 01 de fevereiro, às 16h e 19h e na Vila Triolé, dia 21 de fevereiro, às 19h e no dia 22, com duas sessões: 16h e 19h. Todas as sessões são gratuitas e com classificação indicativa livre. Os ingressos para todas as datas e horários estarão disponíveis a partir de uma hora antes do início de cada apresentação. 


Com direção de Tiago Marques, o espetáculo solo celebra a carreira artística de Luís Silva a partir das suas próprias referências e da convivência com outros palhaços ao longo do tempo, presenças que o atravessam enquanto profissional do riso que, nesse baú herdado e cheio de memórias, reencontra objetos que conectam o passado e o presente em um turbilhão de sentimentos, com o protagonista descobrindo coisas sobre seu parente distante e também sobre o legado que o espera. Um espetáculo para todas as idades. Para Silva, o espetáculo dialoga com diversas linguagens artísticas, como música e literatura, com cenas em que a música, o texto e a situação criam uma espécie de trinca poética, uma poesia visual e sonora que vem agregar, dar leveza e outros pontos de vista ao cotidiano e às situações.


A montagem, que conta com o patrocínio da Secretaria Municipal da Cultura, por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC), é também um reconhecimento de Londrina como rico celeiro de palhaços, em grupos ou artistas independentes se dedicando a essa linguagem que contribui para a criação de uma identidade local. “Acredito que a essência da arte do palhaço reside na intenção de provocar, além do riso, uma experiência estética profunda. A possibilidade de vivenciar uma experiência bela e poética é fundamental, e o palhaço, em sua performance, oferece essa dimensão. A poesia que emerge da crítica social que ele propõe é tão importante quanto o riso que ele proporciona”, comenta. Em seus quase trinta anos de atuação como palhaço, Silva construiu uma trajetória, aprendendo e percorrendo diversos lugares.


“Considero que a arte do palhaço transcende a simples função de entreter; envolve também uma dimensão social e política, embora essa não seja a ênfase principal do espetáculo. O objetivo é criar um momento singular, propiciando a experiência de um enredo em que um personagem recebe, inesperadamente, uma herança. Essa herança, aparentemente de menor valor material, representa, na verdade, o tesouro mais precioso para o tio: a memória e as experiências de vida”, diz. A proposta cênica busca integrar diversas formas de arte, como música e projeções, que enriquecem a criação do espetáculo, dialogando com diversas linguagens artísticas.


No caso de Luís Silva, essa herança já é real na vida cotidiana: ele é casado com a artista Andréia Pimenta, a Palhaça Malagueta, e as trocas e construções seguem acontecendo, num aprimoramento constante das habilidades. “Embora o espetáculo não seja estritamente autobiográfico, ele reflete minha história, em especial a construção da dramaturgia, que envolve um personagem que herda um baú inusitado de um tio distante. Esse baú contém memórias e objetos de valor, relacionados ao universo da palhaçaria, paixão do tio que, ao encontrar o grande amor da sua vida, abandonou o picadeiro”, diz.

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Para o diretor da montagem, Tiago Marques, o espetáculo se vale do episódio para homenagear a profissão de palhaço, o costume circense de passar o ofício adiante aos descendentes e a tradição oral dos ensinamentos. “Ao falar disso, também homenageamos, mostramos nosso respeito e gratidão aos palhaços que ensinaram e aprenderam com o ator, seus grandes parceiros e mestres, como os palhaços Picolino, Xupetin e Geleia”, comenta. 


Essas referências aparecem ao longo do espetáculo por meio de detalhes, em vídeo ou foto, os “easter eggs”, algo comum na linguagem do cinema. “Eles estão presentes em cenas clássicas e no que não aparece claramente ao espectador, como os ensinamentos e aprendizados compartilhados. O Luís, que protagoniza o espetáculo, aprendeu com muitos mestres e colegas de profissão, assim como tantos outros palhaços e palhaças aprendem. São ensinamentos diretos vindos da boca dos mestres e também de situações vividas em conjunto ao se dividir a cena”, analisa o diretor. Para Marques, a temática até pode ser vista como adulta, no entanto, o palhaço sabe como ninguém abordar com leveza temas diversos, densos, sabendo como conduzir a plateia com irreverência e ludicidade. “Algumas reflexões do espetáculo chegam mais ao público adulto, mas tem muita situação e cena centrada numa comicidade mais visual, que tem fácil entendimento, além de a obra poder ser curtida por toda a família”, completa. “A palhaçada é a arte do encontro; a gente tem ensaio e treino, mas sobretudo o refinamento maior na linguagem se dá no encontro com público e artistas. Por mais que trabalhemos muito antes, a arte acontece no momento que o encontro começa”, pontua.

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