Com a alta temporada, os balneários às margens do Lago de Itaipu voltam a receber grande fluxo de visitantes. As praias artificiais da região se tornam ponto de encontro para famílias e turistas em busca de lazer e alívio para o calor. Em Porto Mendes, distrito de Marechal Cândido Rondon, o movimento intenso chama atenção não apenas pelo número de banhistas, mas também pela necessidade de cuidados dentro d’água.
O local possui uma característica que transmite sensação de segurança: cerca de 70 metros da área de banho são concretados a partir da margem. Mesmo assim, autoridades alertam que o risco de afogamento continua existindo. A profundidade máxima chega a um metro e meio — suficiente para provocar acidentes, principalmente com crianças, idosos ou pessoas sem habilidade para nadar.
Durante o verão, o Corpo de Bombeiros atua na Operação Verão Maior Paraná, com guarda-vidas posicionados em pontos estratégicos. Além dos salvamentos, a principal atividade tem sido orientação e advertência aos frequentadores. As marcações visuais delimitam a área segura e devem ser respeitadas, mas nem sempre isso acontece.
Não é raro observar banhistas nadando em direção às pedras ou ultrapassando os limites estabelecidos. Segundo os socorristas, muitos utilizam o chamado “nado Tarzan”, quando a pessoa alterna movimentos bruscos e rapidamente se cansa, aumentando o risco de afundamento. Saltos das pedras também são considerados perigosos, pois podem causar lesões ou perda de consciência na água.
Mesmo quem sabe nadar não está livre de perigo. Mudanças repentinas de profundidade, cansaço e câimbras podem levar à perda de controle. A atenção deve ser redobrada com crianças e adolescentes, público predominante no local durante as férias.
Outro fator de risco é o consumo de álcool. Bebidas alcoólicas reduzem reflexos e aumentam a autoconfiança, combinação que frequentemente está associada a ocorrências de afogamento. Os bombeiros reforçam que a água deve ser aproveitada com responsabilidade.
A orientação geral é simples: respeitar a sinalização, manter supervisão constante de menores, evitar mergulhos em locais desconhecidos e não entrar na água após ingerir bebida alcoólica. Em ambientes aparentemente tranquilos, a prevenção continua sendo a principal forma de salvar vidas.