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Promotor afastado por acusações de violência doméstica diz que vai recorrer

06 jul 2023 às 19:46
Por: Portal Tarobá

Após o afastamento no cargo de promotor pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a assessoria jurídica de Bruno Vagaes, de Ibiporã, se manifestou através de uma nota, informando que vai recorrer à decisão. 


Vagaes é acusado de violência doméstica pela ex-esposa, Fernanda Barbieri. Além disso, ele descumpriu as medidas protetivas impostas mais de cem vezes.


"Bruno irá recorrer da decisão proferida pelo CNMP. A decisão é pautada em premissas fáticas e jurídicas equivocadas e foi proferida neste contexto de grande repercussão midiática. Maiores esclarecimentos serão prestados diretamente no procedimento junto ao CNMP, eis que ele tramita em segredo de justiça." 


Barbieri também se manifestou nesta quinta-feira (6), pela primeira vez. Através de nota, a assessoria afirmou que Fernanda não está contente com a maneira que a investigação está sendo realizada, e que espera não passar por mais nenhum tipo de sofrimento. Confira na íntegra:

"“Não vejo com bons olhos a continuidade dos procedimentos administrativos pelo MPPR, por autoridades que já demonstraram grande omissão e descaso anteriormente no decorrer dos últimos anos.”


O escritório Alves e Faria Advocacia já pontuou diversas vezes que o procedimento no CNMP trata-se de pleito de uma vítima de violência doméstica e familiar em que se busca a intervenção daquele Conselho com o fito de cessar o cenário de violência de gênero perpetrada pelo Ministério Público do Paraná.

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Ainda, Fernanda afirma que já foi ouvida, ao todo, em 08 (oito) oportunidades, nas quais ressaltou a violência perpetrada, sendo em algumas delas questionada inúmeras vezes sobre os mesmos fatos ocorridos, em clara afronta ao Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero (Resolução n. 492 publicada em 17 de março de 2023 e Resolução do Conselho Nacional do Ministério Público n. 02 publicada em 22 de março de 2023).


Assim, entendem que a continuidade dos procedimentos pelo CNMP (por avocação) mostra-se como o meio mais adequado de prevenir novas revitimizações."


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