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Promotora detalha 60 dias de perseguição e ataques misóginos em Cascavel

Simone Lórens quebrou o silêncio após a prisão do agressor no Rio de Janeiro; investigado montou estrutura digital para intimidar magistrada, juíza e advogada.
20 jan 2026 às 19:25
Por: Portal Tarobá

Em entrevista exclusiva ao programa Brasil Urgente Regional, na tarde desta terça-feira (20), a promotora de Justiça Simone Lórens relatou o impacto psicológico e profissional dos ataques sistemáticos que sofreu nos últimos dois meses. O caso, que culminou na prisão de um homem no Rio de Janeiro, envolveu crimes cibernéticos, misoginia e teorias extremistas contra três mulheres que atuavam em um processo de vara de família em Cascavel.


Do Inconformismo ao Crime


Segundo a promotora, o processo em questão era uma demanda comum de divórcio e guarda de filhos. O ponto de ruptura ocorreu em meados de novembro, quando o réu enviou um e-mail estipulando um “prazo” para que Simone mudasse sua postura processual.


A escalada da violência digital:


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  • Dossiês e Mentiras: O agressor protocolou uma representação de centenas de páginas no CNMP, repleta de acusações falsas, como estelionato e agressão.

  • Ataques Ideológicos: O investigado vinculou a imagem da promotora ao “Quarto Reich” e ao nazismo, em publicações feitas inclusive na véspera de Natal.

  • Quebra de Sigilo: O homem criou um site para expor dados sigilosos do processo, permitindo que qualquer pessoa tivesse acesso a segredos familiares e de justiça.


Perseguição de Gênero


Simone Lórens destacou que a escolha das vítimas não foi aleatória. “A violência de gênero é extremamente democrática”, afirmou, ressaltando que o agressor utilizou sua alta formação acadêmica em computação para potencializar os ataques e realizar uma devassa na vida acadêmica e pessoal das envolvidas.


Mesmo tendo emitido 11 pareceres no processo — a maioria favorável aos pedidos do próprio pai —, a promotora foi acusada de liderar uma “organização criminosa” após indeferir um único pedido específico, em novembro.


Desfecho e Segurança


Apesar da prisão do autor e da apreensão de seus dispositivos eletrônicos, a promotora manteve sua declaração de suspeição e não retornará ao caso, a fim de garantir a imparcialidade do processo e a proteção da criança envolvida. Simone planeja retomar suas funções ministeriais nesta semana, após um período de afastamento para garantir sua segurança física.

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