A tecnologia que acelera o trabalho no campo também pode causar danos quando as condições não são adequadas. Em Rio do Salto, distrito de Cascavel, moradores relatam prejuízos após a aplicação de defensivos agrícolas por drone em uma lavoura próxima à área urbana.
A pulverização foi feita para dessecação da soja na última semana. Segundo vizinhos, a névoa do produto ultrapassou os limites da plantação e atingiu quintais próximos. Hortas murcharam, plantas secaram e a vegetação ao redor ficou queimada.
Na casa da moradora Eva, por exemplo, o quintal foi afetado. Ela não estava no momento da aplicação e encontrou as plantas danificadas ao retornar.
A situação foi avaliada pela Adapar. Além das normas estaduais, o município possui legislação própria para pulverizações com drones.
De acordo com moradores, o produtor responsável visitou as residências e se colocou à disposição para reparar os prejuízos. À reportagem, ele afirmou que o espalhamento ocorreu por causa de uma inversão térmica — fenômeno em que o ar frio fica retido próximo ao solo, impedindo a dispersão normal das gotas e permitindo que uma leve brisa transporte o produto para fora da área prevista.
O responsável deverá ser autuado, e o caso segue em análise pelos órgãos competentes.