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Saúde reforça orientações para prevenir acidentes com escorpiões em Londrina

Município já registrou 633 ocorrências em 2026 e intensificou ações de monitoramento, prevenção e orientação à população
08 abr 2026 às 15:36
Por: Assessoria de Imprensa
Foto: Sesa

Com número elevado de notificações relacionadas a escorpiões em Londrina, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforça os cuidados necessários para evitar a presença do animal e orienta a população sobre como agir em caso de picada. Em 2026, até o início de abril, o município já registrou 632 ocorrências, sendo 515 sem acidente e 117 com acidente. Em 2025, foram 2.282 notificações, relacionadas a escorpiões, somando casos em que houve apenas o aparecimento do animal (1.784) e situações com acidentes escorpiônicos (498). Não houve óbitos em decorrência da picada.


Em 2026, até o momento, os registros relacionados a escorpiões seguem concentrados principalmente nas regiões oeste e leste de Londrina. A região oeste reúne 29,2% das notificações, seguida pela leste, com 25,3%. Em 2025, praticamente o mesmo cenário, com 26,9% dos registros na região oeste e 26,2% na leste. Já as regiões sul e rural continuam com menor número de ocorrências.


Os dados também mostram que os casos costumam aumentar nos meses mais quentes e chuvosos, especialmente entre dezembro e março. Nesse período, as condições de calor e umidade favorecem a maior circulação dos escorpiões, o que reforça a importância de ampliar os cuidados e as ações de prevenção no início de cada ano.


O gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Nino Ribas, avalia que os primeiros meses de 2026 já apresentam número elevado de notificações, especialmente em fevereiro e março, com registros acima dos observados no mesmo período do ano passado. “Esse cenário reforça a importância de manter e ampliar as ações de prevenção, o monitoramento e o trabalho de orientação à população. O enfrentamento desse problema depende da atuação das equipes de campo, mas também da colaboração dos moradores, que têm papel fundamental na eliminação de criadouros e na redução do risco de acidentes”, destacou.


No Paraná, dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mostram que, em 2025, foram registradas 8.117 ocorrências envolvendo escorpiões, um aumento de 24,4% em relação a 2024, quando houve 6.523 casos. Em 2025 também foram contabilizados três óbitos por picada de escorpião no Estado, todos na região do norte pioneiro.

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Ações de prevenção e controle


Segundo Ribas, diante do aumento das notificações, a Vigilância Ambiental de Londrina tem intensificado as ações de campo, principalmente nas regiões com maior número de registros. As equipes realizam vistorias em imóveis e áreas públicas consideradas prioritárias, além de orientar os moradores sobre as medidas de prevenção e controle.


Como reforço nas ações de monitoramento, o Município também utiliza os chamados “abrigos”, dispositivos instalados em pontos estratégicos para identificar a presença de escorpiões e ajudar no controle da população desses animais no ambiente urbano. Atualmente, Londrina conta com mais de 700 abrigos distribuídos em áreas prioritárias, o que permite mapear com mais precisão os locais de risco e direcionar as ações de vigilância e controle.


“Os abrigos ajudam tanto no monitoramento quanto na redução da população de escorpiões. Eles permitem avaliar a densidade desses animais em determinado território e, ao mesmo tempo, contribuem para reduzir a incidência, já que funcionam como pontos de captura. Com isso, conseguimos acompanhar a presença do escorpião em cada área e verificar a redução após a instalação da tecnologia. No Cemitério Municipal Padre Anchieta, por exemplo, houve diminuição de mais de 90% na presença desses animais com o uso dos abrigos”, explicou Ribas.


Espécies e hábitos dos escorpiões


Existem inúmeras espécies conhecidas de escorpião, sendo três comuns em Londrina: Tityus bahiensis (escorpião marrom), Tityus serrulatus (escorpião amarelo) e o Bothiurus sp (escorpião preto). As espécies de importância médica são o escorpião amarelo e o escorpião marrom, por causarem acidentes graves em crianças e idosos, devido à toxicidade do veneno. Ambas as espécies reproduzem 20 filhotes em cada parto, que ocorrem duas vezes ao ano.


Os escorpiões são animais terrestres, de atividade noturna, ocultando-se durante o dia em locais sem claridade, com terra, sombreada e úmida, tronco de árvores, pedras, tijolos, construções, frestas de muros, lajes de túmulos, entre outros. Os escorpiões são predadores e têm, como principal alimento, as baratas e se deslocam para onde há maior abundância desse alimento. As baratas por sua vez são atraídas por locais onde há matéria orgânica, entulhos, lixos, terrenos baldios. Devido essa característica alimentar, o escorpião aparece em residências, fossas, caixa de gordura e cemitérios.


Medidas preventivas


Segundo a SMS, a prevenção é a principal forma de controle dos escorpiões. Entre as principais medidas estão vedar frestas, buracos e soleiras de portas; usar telas em janelas e em aberturas de ralos, pias e tanques; manter berços e camas afastados, no mínimo, 10 centímetros das paredes; e evitar que mosquiteiros e roupas de cama encostem no chão.


Também é importante manter a casa e o quintal limpos, sem entulhos e lixo; acondicionar o lixo em recipientes fechados para evitar baratas e outros insetos que servem de alimento aos escorpiões; realizar a roçagem de terrenos; usar luvas e calçados fechados durante a limpeza de quintais e jardins ou ao manusear materiais; e sempre verificar roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de usar. A SMS alerta ainda que o uso de inseticidas domésticos não é eficaz no controle desses animais e pode, inclusive, espalhá-los. A medida mais eficiente continua sendo a eliminação de abrigos e fontes de alimento.


Como agir em caso de acidente


Em caso de acidente, a orientação da Secretaria Municipal de Saúde é lavar o local da picada com água e sabão e aplicar compressa morna. A recomendação é não manusear o escorpião diretamente e, se possível, capturá-lo com segurança, em um recipiente fechado, para facilitar a identificação da espécie. A pessoa deve procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima ou o Centro de Informação Toxicológica no Hospital Universitário. “Em caso de picada, a orientação é procurar atendimento médico o mais rápido possível, para que a pessoa seja avaliada e receba o tratamento adequado. Todas as espécies de escorpião podem inocular veneno, e a gravidade pode variar conforme o local da picada e a resposta do organismo de cada paciente”, explicou Ribas.


A Secretaria Municipal de Saúde também orienta a população a notificar a Vigilância Ambiental sempre que houver aparecimento de escorpiões, mesmo sem registro de acidente. A medida possibilita a realização de busca ativa pelas equipes, para identificar a presença de outros animais nas proximidades e subsidiar as ações de monitoramento. Os telefones para contato são (43) 3372-9407 e (43) 3372-9791.

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