Em uma delas, o Tribunal pede a reelaboração de estudo para reestimar a demanda pelo transporte coletivo e as áreas com maior necessidade, com base em um recorte maior de tempo.
O TCE apontou que as licitações do município usaram números de um período de apenas doze meses, o ideal seria analisar também todo o histórico do atual contrato. Em outra recomendação, o órgão apontou ainda que as licitações para a contratação dos serviços foram feitas antes do município ter um plano de mobilidade.
Com o objetivo de avaliar a gestão municipal do serviço, o nível de satisfação do usuário e melhorar a qualidade do transporte coletivo, servidores do TCE percorreram os terminais, entrevistaram usuários e se reuniram com representantes da prefeitura e do conselho municipal de transportes.
Com a divulgação do relatório, o município terá de um a três anos para atender às recomendações. A CMTU disse que as recomendações são sugestões de melhorias e que com a retomada dos investimentos no transporte coletivo foi viabilizada a contratação de serviços que atendem a grande parte do documento.
A companhia explicou que o número de passageiros é atualizado anualmente e acrescentou que a oferta foi recalibrada por conta dos efeitos da pandemia, que reduziu a demanda. Segundo a CMTU, o plano de mobilidade já foi entregue e é possível verificar que a licitação foi bastante aderente à realidade do município.