Os pedestres que passam pelo Bosque Central de Londrina ainda reclamam do mal cheiro, mesmo com a lavagem do local.
Em alguns pontos, sem árvores, a limpeza é possível, mas em outros, a sujeira está impregnada por todos os lugares: no chão, nos bancos, nas lixeiras, e na vegetação. Folhas, galhos, troncos... Nada escapa.
Estes são sinais de que o controle biológico, em testes desde julho, não funcionou.
Aparentemente, o repelente natural foi mais uma tentativa frustrada. O teste não teve o resultado esperado. Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), o produto não foi suficiente para gerar o incômodo nos pombos, que continuaram frequentando a mesma árvore. Diante disso, está descartada a possibilidade de ampliar a área de aplicação no bosque.
Jonas Pugina, biólogo e gerente de biodiversidade da Sema, diz que “não houve ampla efetividade, não é funcional (...), não foi suficiente para espantar as aves ou impedir que elas pousassem nas árvores".
No dia 7 de julho, um tipo de repelente natural foi aplicado numa paineira a 20 metros de altura.
Durante 5 dias foi feita a verificação, pessoalmente, e no horário que as aves costumam chegar.
Sem o resultado esperado, segue a busca por uma solução viável para reduzir os pombos e as fezes que eles deixam no bosque.
Jonas conta que "outras técnicas estão sendo conduzidas para diminuir a superpopulação de pombos no Bosque Central".
Enquanto isso, o local segue com visitação restrita.
Uma família, entrevistada pela nossa equipe de reportagens, até tentou ficar no local, enquanto aguardava o horário de um compromisso, mas desistiu.
Idelma Moraes, psicóloga, disse que "não dá. É difícil".