Basta um passeio no centro de Londrina para observar os pontos de táxi com muitas vagas e poucos veículos a espera de passageiros. Na Avenida Paraná, por exemplo, a placa indica 12 vagas. Nossa equipe de reportagem flagrou que na manhã desta segunda-feira (31), não tinha nem a metade do número em carros aguardando por passageiros.
Entre os usuários, a sensação é que o serviço está diminuindo e que há poucos veículos em circulação, inclusive utilizando as vagas nos pontos. “A impressão é que acabou, depois da chegada do Uber, a gente não vê mais. Eu creio que ainda tem gente que faz o uso do serviço. Mas é uma pena, porque eu acho que dá pra ter os dois”, comentou a vendedora Marli Massaro.
Por outro lado, o Sindicato dos Taxistas de Londrina defende tudo não passaria de uma falsa impressão: “é realmente uma falsa sensação de que os pontos de táxi estão vazios. Os táxis estão rodando. Os pontos de táxi estão volumosos em números de táxis, porém a gente tem uma demanda maior em outros bairros, bairros novos e em outras regiões da cidade que também cresceram”, explicou a presidente do sindicato, Kate Rocha.
Segundo a entidade, a definição dos pontos e vagas de táxi obedecem a uma legislação federal. A delimitação de onde vão ficar fica a cargo do município e as vagas são adquiridas pelos motoristas por meio de chamamento público, ou seja, vence que apresenta a melhor oferta.
Atualmente, Londrina tem 384 vagas distribuídas em 79 pontos de táxi. Cenário que há pelo menos nove anos não sofre mudanças e vem gerando gargalos na prestação dos serviços.
A expectativa da categoria é que o município atualize a lei que regulamenta a profissão na cidade. Uma das alterações mais aguardadas é a possibilidade de fazer o remanejamento das vagas, que pode afastar essa sensação de que não tem veículo operando na cidade.