Dezenas de cascavelenses que eram clientes da administradora investigada pela Polícia Federal na Operação Ouranós, deflagrada em 28 de novembro, por operar estrutura semelhante à pirâmide financeira, buscam na justiça o bloqueio de bens de empresas e sócios ligados a essa administradora investigada.
A ação visa garantir o recebimento dos valores investidos pelas vítimas, em processo futuro, uma vez que o não bloqueio pode facilitar desvios de patrimônio e prejudicar as vítimas na busca pelo ressarcimento dos prejuízos.
Como funcionava o esquema
Segundo a Polícia Federal, o esquema era composto pela operação de distribuidora de títulos e valores mobiliários para captação de recursos superiores a R$ 1 bilhão e de cerca de 7 mil investidores de 17 estados brasileiros e do exterior, por meio de contratos de investimento coletivos para aplicação em suposta arbitragem de criptomoedas, com remunerações fixas e variáveis, sem qualquer controle, registro ou autorização dos órgãos competentes.
A partir da captação bilionária, os recursos das vítimas transitaram em contas de diversas empresas, com o objetivo de aniquilar o patrimônio da administradora e inviabilizar o resgate dos valores investidos pelos então clientes.