Foram 50 dias em internamento. O seu Gessé chegou a ficar em coma, mas saiu da UTI e voltou pra casa. Pra esposa e pros 11 netos. Ele foi um dos milhares de cascavelenses que teve o coronavírus.
Quase 3% da população da cidade já teve covid-19. Desde o início da pandemia, a cidade teve que fazer adaptações por conta do vírus. Construir e readaptar leitos em hospitais, por exemplo. No total temos hoje, em Cascavel, 46 leitos de unidades de terapia intensiva, destinados a pacientes com a Covid 19, leitos de enfermaria são 59.
Pra montar um leito de UTI, é investido aproximadamente 150 mil reais. E pra manter cada leito de uti com paciente, é necessário medicamentos, funcionários... O que gera um custo diário de 2.500 reais. No HU, os primeiros leitos exclusivos pra pacientes com coronavírus foram instalados ainda no mês de março.
O Hospital de Retaguarda começou a funcionar em maio. Nos meses de maio e junho a cidade chegou a ter 100% dos leitos de uti ocupados. Foram os meses mais críticos da pandemia.
O vírus fez tudo mudar, as prioridades de cidades, estados, países mudaram. Tudo teve que ser repensado. A saúde passou a ser o foco comum. Os dados de mortes e infectados pediram atitudes.
Olhando o comércio assim, de portas abertas, parece até uma realidade distante, mas poucos meses atrás, algo que nem se pensava aconteceu, tudo isso chegou a fechar.
Tudo isso já passou, mas não significa que não possa voltar a acontecer se descuidarmos. Cascavel conseguiu manter saldo positivo de empregos. Em setembro, a cidade ficou em 6º lugar entre as cidades com melhor desempenho no Caged.
Confira a reportagem de Giuliane Kuiava.