Os setores de eventos e turismo são os mais afetados pela pandemia. Isso é um consenso entre governantes e representantes de entidades. Foz do Iguaçu é uma cidade movida pelo turismo de natureza, turismo de eventos, e pelo chamado turismo de compras. Uma cidade atípica, onde a economia também depende de uma cidade vizinha, que fica em outro país. Março de 2020 os pontos turísticos fecham as portas.
Em 2019 as Cataratas do Iguaçu chegou a bater o recorde de visitantes. Foram mais de 22 milhões de pessoas que passaram pelo Parque Nacional do Iguaçu naquele ano. A expectativa era de uma crescente. Mas, as coisas mudaram. Uma das sete maravilhas do mundo da natureza, fechou por duas vezes: de 18 de março a 4 de junho. E vinte dias depois, por conta do aumento de casos da Covid 19, voltou a fechar, reabrindo apenas em 4 de agosto. Foram meses sem visitação.
Aeroporto sem voos, ruas vazias. Fronteiras com Argentina e Paraguai fechadas.
A Ponte da Amizade -que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Leste, no Paraguai, pela primeira vez na história, desde sua construção há 55 anos, foi fechada. E assim ficou por sete meses. O impacto dessa medida não foi só turístico. Muitas famílias de Foz do Iguaçu trabalham do outro lado da ponte.
Ninguém tinha uma receita do que fazer diante de uma pandemia, em uma cidade onde a circulação de pessoas do mundo todo não parava. Medidas foram tomadas e a cidade não parou completamente. Mas teve que dar um tempo.
Foz do Iguaçu começou a pandemia com 17 leitos de UTI pra Covid-19 no Hospital Municipal. Com o número de casos evoluindo, duas novas alas foram construídas e novos leitos criados. Hoje a cidade possui 40 leitos de UTI no Hospital Municipal e mais 35 no Hospital Costa Cavalcanti. Leitos de enfermaria somam hoje 64.
Hoje, a cidade está cheia. Movimento voltando ao comércio. No último feriado, de finados, pontos turísticos tiveram o maior índice de visitação desde o início da pandemia.
Reportagem Giulliane Kuiava