Na ação civil pública do Ministério Público contra o município e a Secretaria Municipal de Saúde, assinada pela promotora Suzana de Lacerda, um dos questionamentos é sobre capacidade de leitos em caso de uma evolução no número de casos de coronavírus na cidade. A promotora pediu a suspensão do decreto que flexibilizou medidas de isolamento social na cidade, com a volta do comércio, industrias e construção civil.
A reportagem da Tarobá solicitou um levantamento com hospitais e a própria secretaria da situação. Para a prefeitura, seria possível atender até o dobro do número de pacientes atual.
Confira o balanço:
No Hospital Evangélico são 46 leitos de Unidade Terapia Intensiva (UTI) para adultos, sendo 15 pelo Sistema Único de Saúde. A unidade ainda conta com dez UTIs neonatal e pediátrica, sendo sete do sus. Ao todo, são 70 respiradores. Na Santa Casa são 20 leitos de UTI e 66 respiradores. Dos 1,4 mil funcionários, 100 estão afastados, em férias ou pela idade ou alguma doença que se encaixe nos fatores de risco. O Hospital Infantil tem mais 20 leitos de UTI pediátrica.
O Hospital Universitário (HU), considerado referência para o coronavírus na cidade e região, são 36 vagas na UTI para adultos e mais duas para crianças. O centro de tratamento de queimados tem mais seis leitos. Na UTI geral são 40, 20 recém criados. Na neonatal dez e cinco na pediátrica. A enfermaria conta ainda com 40 vagas de retaguarda para casos menos críticos.
O Hospital de Campanha, no prédio da nova maternidade do HU, deve ter mais 120 leitos, 34 só de UTI. No Hospital da Zona Sul são dez leitos de isolamento para casos suspeitos de coronavírus. Já o Zona Norte continua como referência para dengue.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, considerando como parâmetro as recomendações da organização mundial da saúde, estaríamos bem. Mas ele ressalta que os mesmos números podem também dar falsa impressão positiva e negativa. Um levantamento do município aponta que a taxa de ocupação dos hospitais, públicos e privados, dos leitos de UTI e de enfermaria, é de 46 a 49%.
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