O boletim da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) aponta que Londrina chegou aos 886 de dengue, desde o começo ano. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (09). Foram confirmados 78 doentes a mais que na última semana. Os números podem aumentar já que há ainda 4.201 notificações aguardando confirmações.
O que chama a atenção é que foi confirmado o primeiro registro do sorotipo IV de dengue. O caso é autóctone, ou seja, a pessoa ficou doente em Londrina. Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Sônia Fernandes, o município já confirmou a circulação de três sorotipos virais da doença: dengue tipo I, II e IV. “É algo que exige mais atenção do trabalho de campo, bem como da assistência ao paciente. Com a dispersão do vírus pela cidade, todas as pessoas que já tiveram dengue neste primeiro semestre poderão ficar doentes novamente, e quanto mais próxima uma infecção da outra, maior a probabilidade de complicação, ou seja, da ocorrência de casos graves”, explicou Sônia.
Além disso, a sexta morte por dengue também foi confirmada.
Mesmo com queda nas notificações de registros semanais, com 18 novos doentes, a secretaria reforça o pedido para que os moradores cuidem dos quintais, das casas e não deixem água parada. Isso porque também há a preocupação com outras doenças que são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Os casos confirmados de chikunguya são 11.
É preciso ficar atenro aos sintomas, como: febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Os sintomas geralmente aparecem depois de uma semana de infecção
LIRAa
Nesta segunda-feira (13), os agentes de endemias começam o segundo Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2019. Nas próximas semanas, eles irão percorrer todas as regiões da cidade, para inspecionar cerca de 10 mil imóveis, residenciais e comerciais.
O objetivo do LIRAa é identificar a quantidade de imóveis que tem focos do mosquito transmissor da dengue. O levantamento também indica quais são as regiões e bairros com maior incidência do Aedes, e os principais tipos de recipientes que servem como criadouros.
O Índice de Infestação Predial (IIP) apontado pelo primeiro LIRAa de 2019 foi de 7,9%, ou seja, de cada 10 imóveis visitados, em praticamente oito foram identificados focos do mosquito. As autoridades de saúde recomendam que o número seja inferior a 1%.