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Ciência e saúde

Londrina estuda uso de hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19

09 abr 2020 às 16:40
Por: Da Redação

O Hospital Universitário (HU) de Londrina participa, desde segunda-feira , de um estudo da Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICnet), que analisa a eficácia do medicamento hidroxicloroquina para pacientes com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O objetivo é avaliar se os benefícios são maiores do que os potenciais danos à saúde dos pacientes.  A iniciativa foi proposta pelos hospitais Albert Einstein e Hospital do Coração (HCor) de São Paulo, classificados como de excelência máxima no País. O HU é o único hospital da região que avaliará o uso da hidroxicloroquina simples e também a medicação combinada com o antibiótico azitromicina, para verificar se há diferença entre os tratamentos.

Para a superintendente do HU, Vivian Feijó, a pesquisa vem se somar a todas outras ações buscadas pelo hospital regional, como a instalação de um Hospital de Campanha, para implementar um atendimento diferenciado e de qualidade neste momento de pandemia. “Não há um protocolo específico para o tratamento do coronavírus e fazer parte deste estudo, junto a grades hospitais como o Einstein é motivo de orgulho para toda nossa equipe”, afirma a diretora.

O HU acompanhará o tratamento com  a medicação em pelo menos 20 pacientes. Em todo país, 60 centros de estudo estarão replicando a experiência. Na pesquisa encomendada pelo Hospital Albert Einstein serão avaliados os pacientes mais graves, e, na solicitada pelo HC de SP, os menos graves.

Resultados
A médica intensivista do HU, membro da BRICnet, Cintia Magalhães Carvalho Grion, única pesquisadora recrutada na cidade, relata que todo dado coletado será inserido em uma plataforma na internet, para que os hospitais tenham acesso diário ao conteúdo. 

“A previsão é obtermos os primeiros resultados no final de junho ou início de julho, se tudo correr bem. A divulgação do conteúdo final deve ser feita pelos hospitais que propuseram o estudo”

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A pesquisadora explicou que o estudo que está sendo realizado e a liberação do uso da medicação para alguns casos, pelo Ministério da Saúde, são coisas distintas. “Até a medicação que utilizamos para as duas situações vêm de lugares diferentes. A hidroxicloroquina da pesquisa é enviada pelos hospitais que a propuseram, e a que usamos nos pacientes com Covid-19, mediante indicação e ciência do paciente, são da farmácia do HU”, contou.

Pacientes que podem participar do estudo
O usuário precisa ter mais de 18 anos, comprovação da suspeita da doença, que pode se dar pela avaliação do quadro clínico, feita pelo hospital, ou por teste. Também é necessário que o paciente não esteja em um quadro muito avançado da doença e que assine termo de ciência. Todo paciente que chega ao HU com suspeita da Covid-19 é avaliado pelo infectologista, que notifica a equipe de pesquisa do hospital. Na sequência, os pesquisadores avaliam o paciente pelos critérios de triagem da pesquisa, e, se ele preencher os requisitos, é feito o convite para que ele participar da experiência. 

Perigos da automedicação 
Em seus pronunciamentos, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tem afirmado que não há orientação para o uso indiscriminado do medicamento. A maioria dos infectados por coronavírus não tem complicações e se recuperam sem sequelas.

O ministro também vem alertando que a  hidroxicloroquina tem efeitos colaterais, principalmente entre os mais idosos e sensíveis e pediu, ao Conselho Federal de Medicina (CFM), uma posição, até 20 de abril, sobre o uso do medicamento. Por isso, os médicos pedem que a população não se automedique com esses ou outros remédios.

Com N.com

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